Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Combustível

Álcool já chega a R$ 2,10 em postos de SP

Com esse preço, consumidor ganha se usar gasolina; consumo maior obriga Petrobras a importar mais derivado.

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O olhar menos atento do governo em uma política nacional para os combustíveis e a forte quebra de produção dos canaviais desarmaram dois sonhos brasileiros de curto prazo: a autossuficiência em petróleo e a adoção da energia verde internamente.

O preço do álcool atingiu R$ 2,10 ontem em alguns postos de São Paulo, o que torna inviável economicamente a utilização do álcool em relação ao derivado do petróleo.

A chegada dos preços elevados no setor, mesmo antes da entressafra -devido à queda de 30% na oferta de álcool hidratado pelas usinas-, muda o cenário de abastecimento. O consumidor vai mais cedo para a gasolina e obriga a Petrobras a importar mais combustível.

É o que mostram os números. As duas últimas safras de cana foram de baixa produtividade, o que forçou as importações de gasolina. Nos oito primeiros meses deste ano e de igual período de 2010, a importação média de gasolina é de 510 milhões de litros, número bem superior aos 75 milhões de iguais períodos de 2008 e de 2009.

O país não só tem de importar mais gasolina como desacelera as exportações. De 1,92 bilhão de litros exportados nos oito primeiros meses de 2007 a 2009, as vendas caíram para 332 milhões de litros nos oito primeiros meses de 2010 e deste ano.

Já as usinas, com a queda na produção de etanol, elevam as importações de etanol de milho dos EUA. As compras externas somaram 671 milhões de litros neste ano, contra 48 milhões de janeiro a agosto de 2010.

Mas as usinas não deixaram de exportar, devido aos preços atrativos lá fora. Em agosto, as exportações somaram 298 milhões de litros, o maior volume em 22 meses.

Esse cenário desfavorável vai continuar. A demanda por álcool cresce, mas a oferta não aumenta antes de três ou quatro anos após o reinício dos investimentos no setor.

Do lado da oferta de gasolina, o cenário não é melhor. A Petrobras não deverá ter novas refinarias até 2014.

Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, diz que “falta uma política de combustível”. A gasolina está congelada desde 2009, o que inibe reajustes do etanol.

Os investimentos ficam difíceis, a menos que tenham incentivos econômicos. Mas o risco só aumenta com as políticas protecionistas do governo de manter congelados os preços da gasolina e de elevar a participação da Petrobras no setor, diz ele.

A pesquisa da Folha desta semana indicou que os preços médios do álcool subiram para R$ 1,94 por litro, acumulando alta de 5% nas últimas quatro semanas. A gasolina está com valores estáveis, a R$ 2,73 por litro, em média.

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