A desvalorização das cotações das commodities agrícolas, principalmente soja e milho, não será suficiente para frear o agronegócio em 2015.
PIB agro irá crescer acima dos demais setores em 2015

A desvalorização das cotações das commodities agrícolas, principalmente soja e milho, não será suficiente para frear o agronegócio em 2015. De acordo com dados da Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin) do Banco Central (BC), o PIB agro irá crescer 2% no próximo ano, acima do índice dos setores de serviço (1,4%) e indústria (0,6%) e da média nacional (0,77%). A informação foi apresentada durante o evento “Discutindo Economia” promovido nesta quarta-feira (3) pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon).
“O agronegócio irá crescer mais em virtude do câmbio, que ajuda bastante na hora das exportações. Outros setores também devem retomar um crescimento. A indústria chegou ao fundo do poço. Agora precisa crescer buscando produtividade”, Lucas Dezordi, coordenador do curso de economia da Universidade Positivo e conselheiro do Corecon.
Mesmo com o momento de cautela – a produção na atual safra está acima da demanda global -, o PIB do agro irá fechar 2014 com crescimento de 1,37. A média nacional neste ano será de 0,19%, enquanto o segmento de serviço terá alta de 0,87% e a indústria irá amargar recuo de 1,29%.
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“A agricultura está salvando o país, mas não basta. Precisamos retomar os investimentos, apesar de que o consumo ainda continua sendo determinante para o crescimento do setor industrial”, reforça Roberto Zurcher, economista do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Para o economista Pedro Augusto Loyola, coordenador do Departamento Técnico Econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), apesar do bom momento, o agronegócio nacional precisa se reinventar, principalmente com ajuda de políticas públicas eficientes.
“[Os números] dão a sensação de que o jogo está ganho, mas há muito que se fazer ainda. Os agricultores e agentes das cadeias produtivas do agronegócio precisam ter estabilidade macro para ampliar o horizonte de planejamento”, afirma Loyola.























