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Reciclagem Animal

Abra lança diagnóstico da reciclagem animal no Brasil

A publicação da Associação Brasileira de Reciclagem Animal traz os números de exportações, empregos e impostos gerados pelas indústrias desse segmento.

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Abra lança diagnóstico da reciclagem animal no Brasil

Abra lança diagnóstico da reciclagem animal no BrasilA Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra) lançou nesta quinta-feira (10/12), o II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal. O estudo apresenta dados atualizados do setor, com informações sobre a produção de farinhas e gorduras feitas a partir do processamento de coprodutos animais. Além disso, traz os números de exportações, empregos e impostos gerados pelas indústrias desse segmento. Mais de 60 pessoas participaram do evento, além da diretoria, equipe técnica da Abra e associados, o ex-secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa) e presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, esteve presente e participou do lançamento do II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal.

Esse é o segundo estudo completo sobre o setor feito pela Abra. O primeiro foi divulgado em 2011. Os objetivos são mostrar uma fotografia atual do segmento, apontar o potencial econômico da reciclagem animal no país e destacar a importância ambiental dessa atividade. A entidade espera ainda indicar os principais desafios a serem enfrentados pelas indústrias nos próximos anos.

O II Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal foi apresentado pelo economista Ricardo Caldas. Ele destacou o potencial do setor e afirmou que o Brasil ainda precisa ser mais atuante e impositivo, com sua qualidade de produção, no mercado externo. Caldas também ressaltou dados referentes ao número de empregos gerados pela reciclagem animal: são 40 mil postos diretos de trabalho. Para ele, o desafio agora é realizar um levantamento seguro de quantos empregos indiretos o setor gera e sustenta. Dessa forma, a reciclagem animal ganhará cada vez mais força junto ao governo para reivindicar políticas públicas.

Durante o evento, a Dra. Masaio Mizuno, professora da Universidade de São Paulo (USP), apresentou o estudo “Mitigando riscos na coleta de carcaça de suíno”, que vai embasar projetos pilotos a serem desenvolvidos em breve no Paraná e em Santa Catarina. Já o coordenador técnico da ABRA, Lucas Cypriano, apresentou o site do programa ABRA que Aqui Tem Qualidade (AATQ), mais um instrumento lançado nessa quinta-feira para auxiliar a cadeia de reciclagem animal brasileira.

As indústrias de reciclagem animal são vitais para toda a cadeia produtiva de carnes brasileira. Em 2014, elas processaram 12,4 milhões de toneladas de coprodutos, como vísceras, sangue e ossos de bovinos, suínos e aves. Foram 5,3 milhões de toneladas de farinhas e gorduras produzidas no Brasil, ingredientes importantes para fabricação de rações (aves, suínos, peixes e pets), de biodiesel, de produtos de higiene e cosméticos, de fertilizantes e de itens como vernizes e lubrificantes. Sem o processamento, os resíduos dos abates em frigoríficos e abatedouros seriam descartados no meio ambiente, inviabilizando a produção sustentável no país.

Também compareceram: Laudemir Müller e Alberto Bicca, da ApexBrasil, Rodrigo Padovani, do Mapa, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), o senador José Medeiros (PPS/MT), o diretor executivo da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Sério Beltrão, e o superintendente, Donizete Tokarski, Narcizo Muller, da Assembleia Legislativa do Paraná, Eric Pinheiro e Maria José Campos Herrera, da Embaixada do Chile, e Isabel Costa, da Universidade Estácio de Sá.

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