Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas
Bioenergia

Oferta de bioeletricidade pode crescer oito vezes até 2024

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) diz que o volume de bioeletricidade oferecida ao sistema nacional pode aumentar em até oito vezes até 2024, tendo por base 2014, se o governo promover leilões de energia voltados à biomassa com preços mais competitivos.

Compartilhar essa notícia
Oferta de bioeletricidade pode crescer oito vezes até 2024

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) diz que o volume de bioeletricidade oferecida ao sistema nacional pode aumentar em até oito vezes até 2024, tendo por base 2014, se o governo promover leilões de energia voltados à biomassa com preços mais competitivos. “Os leilões são fundamentais, porque dão previsibilidade para o contratante, o contratado e o financiador, estimulando o investimento”, disse ao Broadcast Agro a presidente da entidade, Elizabeth Farina.

Segundo ela, os leilões asseguram demanda e proporcionam melhores condições de comercialização – a venda para as distribuidoras é feita em até 25 anos (A-5), o produto entregue é reajustado pelo IPCA e há baixo risco de crédito.

Além disso, os contratos de longo prazo contribuem para as garantias necessárias à obtenção de financiamentos no mercado. O primeiro leilão de biomassa foi realizado em 2008, com 31 propostas que totalizaram 541 MW. Desde então foram feitos, em média, dois leilões por ano.

No ano passado, o governo promoveu três leilões de biomassa, com participação de três projetos e oferta total de 52 MW. Os preços, entretanto, variaram de R$ 215 a R$ 281 por MWh.

Segundo o gerente em Bioeletricidade da Unica, Zilmar Souza, é papel do governo buscar tarifas mais baixas para o consumidor final, mas ele vê “imperfeições” no modelo de leilões. “O preço tem sido praticado aquém do potencial. E essa oscilação em um mesmo ano prejudica a previsibilidade. O ideal é que o preço se mantenha ou melhore”, comentou. Para ele, valores atrativos poderiam compensar o número reduzido de leilões de biomassa e incentivar a participação do setor.

Na defesa da bioeletricidade, o segmento de cana destaca que o maior uso ajudaria o Brasil a cumprir as metas traçadas na COP21, em Paris, para redução das emissões de gases do efeito estufa (GEEs). “É essencial que o País estabeleça políticas públicas bem estruturadas e de longo prazo na gestão do sistema interligado de fornecimento de energia”, disse Farina. Na COP21, o Brasil se comprometeu a elevar a fatia de energias renováveis de 10% para 23% da matriz energética até 2030. Atualmente, o setor sucroenergético responde por 80% desse tipo de geração, mas apenas metade das 355 usinas espalhadas pelo Brasil exportam energia para a rede.

Em 2015, a oferta de energia obtida a partir da biomassa teve crescimento estimado de 7%, com geração total próxima a 22 TWh. O Brasil é hoje o país com maior capacidade instalada de geração de eletricidade a partir da biomassa, com 15,3% do total mundial, de acordo com dados da International Renewable Energy (Irena). Atrás vêm Estados Unidos (13,6%), China (11,8%), Índia (6,2%) e Japão (5%).

Petróleo

Farina disse que a queda das cotações internacionais do petróleo dificulta o cumprimento das metas da COP21 tanto para o Brasil como para os demais países. “Cresce a atração por uma energia que custa barato”, justificou. A presidente da Unica, contudo, prevê que mesmo assim haverá investimentos em energias renováveis. “Combustíveis fósseis são subsidiados, e a recomendação que se faz é de taxação do carbono”, destacou. “Tem de ser colocada neste momento, para afetar menos o consumidor final e é um bom momento também para incorporação de políticas públicas para a biomassa.”

Assuntos Relacionados
bioenergiaBrasil
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343