Da Amazônia ao Alasca: estudo alerta para impactos do El Niño em 2024

Um estudo conduzido por cientistas chineses e recentemente publicado na revista científica Scientific Reports adverte sobre os efeitos do El Niño, previstos para os próximos meses, que podem resultar em temperaturas mais elevadas em várias regiões do mundo.
O fenômeno, embora enfraquecido, ainda deve influenciar no aumento da temperatura global, com previsão de que até junho deste ano ocorra um recorde de calor em todo o planeta. De acordo com o estudo, há uma probabilidade de 90% de que isso ocorra, especialmente em áreas sensíveis como a Baía de Benguela (Angola), Mar da China Meridional (Filipinas), Alasca, Mar das Caraíbas (Caribe) e Amazônia.
Os impactos esperados incluem ondas de calor marinhas ao longo do ano nas regiões da Baía de Benguela, Mar da China Meridional e Mar das Caraíbas. No Alasca, é previsto o derretimento dos glaciares e do permafrost, juntamente com a erosão costeira. Quanto à Amazônia, existe uma preocupação com o aumento de incêndios florestais.
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Os cientistas estimam que, com o El Niño moderado, a temperatura poderá aumentar entre 1,03 ºC e 1,10 ºC acima do período de referência de 1951 a 1980. No entanto, esse valor pode chegar a 1,06 ºC e 1,20 ºC, dependendo da intensidade do fenômeno.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios que normalmente o dissipam. Este fenômeno é esperado que transite para um período de neutralidade em breve, segundo relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), com 79% de chances de ocorrer entre abril e junho de 2024. Durante esse período neutro, nem El Niño nem La Niña estão em atividade.






















