Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,90 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,23 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,46 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,92 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,03 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,61 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,63 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,64 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.461,42 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,39 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,87 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Clima

Aquecimento global aumenta impacto climático no Brasil: ondas de calor, chuvas e riscos para agricultura

As consequências do aquecimento global estão se tornando cada vez mais perceptíveis no Brasil, com impactos notáveis em ondas de calor, secas e riscos para a agricultura, conforme o relatório…
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Chuvas extremas colocam mais de 600 municípios em alerta e devem persistir até o fim do verão

As consequências do aquecimento global estão se tornando cada vez mais perceptíveis no Brasil, com impactos notáveis em ondas de calor, secas e riscos para a agricultura, conforme o relatório “Mudança do Clima” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Nos últimos 60 anos, a temperatura aumentou até 3°C em algumas regiões brasileiras, superando a média global.

A frequência de ondas de calor — períodos em que as temperaturas se mantêm 5ºC acima da média — cresceu significativamente. Nos anos 1961-1990, essa anomalia era observada por até sete dias. Esse número saltou para 52 dias entre 2011 e 2020, afetando quase todas as regiões do Brasil. Em 2023, o ano mais quente registrado globalmente, a temperatura média no Brasil foi de 24,92°C, com picos em nove ondas de calor e recordes de temperatura acima do esperado.

A elevação das temperaturas tem intensificado períodos de seca, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, e na parte Sudeste da Amazônia. O Nordeste, por exemplo, viu um aumento dos dias consecutivos sem chuva, de 80 para 100, entre 1961 e 1990. A seca prolongada também atingiu severamente a Amazônia (2005, 2010, 2023), o Nordeste (2012 a 2015) e o Sudeste (2001, 2014/2015, 2020/2021).

Esse cenário traz prejuízos incalculáveis para a agricultura. No Nordeste, áreas agricultáveis diminuíram em 70 mil quilômetros quadrados devido à estiagem e práticas de manejo inadequadas. Em 2012, Pernambuco sofreu uma perda de 99% na produção de milho, e colheitas de arroz, feijão e milho enfrentaram graves perdas em 2015 e 2017.

Além de danos materiais e econômicos, as mudanças climáticas aumentam o risco de epidemias e doenças, afetando especialmente as regiões mais vulneráveis. Até 2050, o mundo deve enfrentar dias mais quentes e invernos menos rigorosos. Se o limite de 2°C for atingido, os impactos sobre a saúde humana e a agricultura serão ainda mais intensos e frequentes, alerta o relatório.

O desafio para o Brasil é imenso, exigindo ações que mitiguem esses efeitos e promovam a adaptação, preservando tanto a infraestrutura quanto a segurança alimentar e a saúde pública.

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