De acordo com o representante do setor suinícola argentino, a entrada do produto brasileiro poderá ser o decreto de falência da suinocultura local.
Argentina não quer carne suína brasileira
Redação SI 24/05/2002 – A Associação Argentina de Produtores de Suíno (AAPP) advertiu o segmento sobre uma possível entrada de 20 mil toneladas de carne suína congelada do Brasil, para troca com 200 mil toneladas de milho não transgênico da Argentina, que pode ser concretizada a qualquer momento.
Segundo, Juan Ucceli, da AAPP, em entrevista ontem (23) ao jornal La Nación, “a operação terminará por decretar a falência da produção suína nacional, já que esta quantidade representa praticamente 75% do consumo argentino”.
Leia também no Agrimídia:
- •Abate de suínos cai no Reino Unido em setembro, enquanto descarte de matrizes dispara
- •Processadores de carne britânicos alertam contra fim de acordo sanitário com a UE
- •MBRF amplia vendas internacionais em 15% em três anos e leva estratégia multiproteína à SIAL Paris
- •Juros do crédito rural quase dobram em quatro anos e levam inadimplência a recorde, aponta Cepea
De acordo com o dirigente, esta operação estaria sendo feita entre a Associação Brasileira de Exportadores de Carne Suína (Abipecs) e uma empresa argentina, até o momento desconhecida. “Soubemos da operação através de sites especializados no segmento no Brasil, mas aqui nem a Secretaria de Agricultura, nem o Consulado, puderam confirmá-la.
Juan Ucceli também disse ao jornal La Nación que há na Secretaria de Comércio um processo aberto de “dumping” contra cortes suínos de origem brasileira.
























