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Reprodução

Parto com 46 leitões vivos chama atenção em propriedade de Minas Gerais

Resultado registrado em matriz no quarto parto supera em mais que o dobro a média anterior da fêmea

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Parto com 46 leitões vivos chama atenção em propriedade de Minas Gerais

Um parto registrado na Granja Cotia, em Piedade de Ponte Nova (MG), chamou a atenção de técnicos e produtores pela quantidade de leitões nascidos vivos. Uma matriz da linhagem Camborough, da Agroceres PIC, deu à luz 46 leitões em uma única parição, número considerado incomum mesmo para os padrões da suinocultura tecnificada.

A propriedade, que pertence ao produtor João Antônio Bordoni, trabalha com um plantel de aproximadamente 1,8 mil matrizes. O resultado foi observado no quarto parto da fêmea. Nos três ciclos anteriores, a matriz havia registrado média de 18,5 leitões nascidos vivos por leitegada, desempenho já considerado elevado dentro da atividade.

O volume alcançado neste parto representa mais que o dobro da média anterior da própria matriz e reforça o avanço dos programas de melhoramento genético aplicados à suinocultura.

Avanço Genético

A elevada prolificidade está associada à evolução das linhagens comerciais, desenvolvidas para ampliar o número de leitões nascidos por fêmea, mantendo características ligadas à viabilidade dos animais e ao desempenho produtivo.

Embora ocorrências desse tipo sejam consideradas fora do padrão, o caso ilustra o potencial das atuais fêmeas hiperprolíficas utilizadas na produção intensiva.

Manejo e produtividade

Especialistas do setor destacam que a genética, isoladamente, não explica resultados dessa magnitude. Fatores como manejo, nutrição, ambiência e acompanhamento técnico têm influência direta sobre o desempenho reprodutivo das matrizes.

Na suinocultura moderna, os indicadores obtidos na maternidade têm impacto direto na eficiência econômica das granjas. O número de leitões desmamados por fêmea ao ano é um dos principais parâmetros de avaliação dos sistemas produtivos.

Mesmo sendo um resultado atípico, o registro em Minas Gerais evidencia a evolução dos índices reprodutivos e reforça a importância da integração entre genética e manejo para o avanço da produtividade no setor.

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