Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,52 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,43 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 157,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.462,05 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,39 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Exportação de frango sofre ameaça

Restrições impostas pela Comunidade Econômica Européia podem cortar 80% da venda externa

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Redação AI 24/09/2002 – O setor de avicultura poderá perder 80% dos negócios com a Europa nos próximos meses devido a restrições impostas aos produtos brasileiros.

A previsão foi feita ontem pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Frangos (Abef), Claúdio Martins.

Martins se referiu às declarações prestadas pelo ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, que prevê o fechamento de 10 mil vagas de trabalho nas agroindústrias de Santa Catarina. A polêmica toda gira em torno de uma alteração tarifária proposta pela União Européia, que vai elevar a tarifa através da exigência de uma quantidade maior de sal.

Os importadores vão exigir quantidade mínima de sal entre 1,2% a 1,9% no peito de frango brasileiro, o que vai enquadrá-lo como produto in natura, que possui taxa de importação de 75%. Com a salinidade atual, entre 1,2% e 1,5%, o produto se enquadra numa taxa de 15,4%.

Martins explicou que os exportadores estão num beco sem saída, já que para fugir da nova taxa o produto teria que receber mais de 2% de sal. Só que isto torna o frango um produto rejeitado no mercado internacional, porque não poderá ser utilizado como matéria-prima.

A Abef e o governo federal concluíram através de estudos contratados que esta medida fere os acordos multilaterais de comércio. O vice-presidente da Abef disse que o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, vai solicitar esta semana uma consulta bilateral para tentar resolver a situação. Caso a União Européia não mude de idéia, o assunto será levado à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Esta onda de protecionismo tem que ter um fim, disse. Ele explicou que a medida visa reduzir a participação do frango brasileiro no mercado europeu e abrir espaço para os produtores locais. Nos últimos meses, as exportações de frango para a Europa cresceram muito devido aos problemas de sanidade ocorridos na região.

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ronaldo Müller, está confiante na intervenção do governo federal. Para ele, o Brasil tem poder de negociação para virar o jogo. Se a negociação não der resultados, o governo vai responder na mesma moeda, barrando a entrada de produtos europeus no Brasil, disse. A preocupação maior das agroindústrias é perder mercado e rentabilidade.

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