Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Brasil assinará ampliação de exportações de frango com UE

O entendimento é apenas uma compensação dada pelos europeus.

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Redação AI (28/03/06)- O Brasil está prestes a assinar um acordo com a União Européia (UE) para a ampliação da cota de exportação de açúcar e de carne de frango. O entendimento é, porém, apenas uma compensação dada pelos europeus.

Pela lei da Organização Mundial do Comércio (OMC), os europeus têm até o mês de junho para concluir o entendimento com o Brasil. O acordo, porém, deverá ser fechado nas próximas semanas. O Itamaraty e Bruxelas já definiram os produtos que ganharão cotas extras e agora falta apenas um entendimento sobre o texto do acordo.

No caso do frango, o Brasil acertou um incremento de 10 mil toneladas de exportações para o mercado europeu como forma de compensação pelo aumento das taxas no Leste Europeu. Em 2005, o Mercosul exportou 230 mil toneladas de carnes para a Europa. Outro produto que ganhará novo espaço é o açúcar.

Entendimento – O Brasil não é o primeiro país a fechar um entendimento como esse com a nova Europa com 25 países membros. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos encerrou seus dois anos de negociação com Bruxelas e também ganhou cotas para produtos que sofreram alguma perda com as mudanças de taxas nos dez países que se somaram à UE em maio de 2004. Outros países, como Japão, Canadá e México, também querem acordos similares com os europeus que, por lei, não podem se recusar a negociar diante do aumento das tarifas em seus novos estados membros.

Em 2004, com a ampliação da UE para o Leste Europeu, países como Hungria, Polônia ou República Tcheca foram obrigados a modificar suas tarifas de importação e harmonizar as taxas às demais economias da região. Para alguns produtos brasileiros, porém, isso significou um incremento dos impostos aduaneiros desses países e, portanto, a perda de espaço no mercado. O acordo, portanto, visa compensar os prejuízos do País por meio de cotas.

Derrota – Apesar de aceitarem dar compensações, os europeus não fazem qualquer sinal de flexibilizarem o acesso a seu mercado. Na próxima terça-feira, em Bruxelas, a UE tentará reverter uma derrota sofrida contra o Brasil em uma disputa sobre frangos. A OMC julgou que os europeus agiram de forma ilegal ao modificarem suas taxas de importação ao frango nacional, incrementando a tarifa para tentar segurar a entrada do produto. A entidade deu até o dia 27 de junho para que Bruxelas faça as mudanças necessárias em suas taxas. Os europeus, porém, não desistem e, mesmo derrotados, anunciam que levarão o caso para a Organização Mundial de Aduanas. O objetivo será acusar os exportadores brasileiros de terem mudado o conteúdo do sal no frango para conseguir que o produto fosse reclassificado como frango salgado e, assim, pagando taxas inferiores às exportações de frango congelado.

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