O encontro é parte dos esforços da para definir uma redução de alíquotas para o comércio de bens agrícolas e manufaturados, assim como o corte dos subsídios agrícolas.
Comissário da UE não prevê avanços na reunião do Rio
Redação (30/03/06)- O representante comercial da União Européia, Peter Mandelson, previu na quarta-feira que a reunião desta semana com funcionários do Brasil e dos Estados Unidos não produzirá grandes avanços para as negociações comerciais globais.
O encontro do Rio é parte dos esforços dos 149 países da Organização Mundial do Comércio (OMC) para definir, até o prazo de 30 de abril, uma redução de alíquotas para o comércio de bens agrícolas e manufaturados, assim como o corte dos subsídios agrícolas.
Esses pontos são considerados essenciais para que seja superado o impasse na atual negociação para um pacto comercial global mais amplo, a chamada Rodada Doha da OMC.
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“Não acho que essa seja uma reunião de tomada de decisões”, disse Mandelson. “Acho que será uma oportunidade para compreender as diferenças que existem entre os atores-chave e para ver como podemos reduzir a distância entre nós.”
Mandelson, que está na Argentina em busca de um consenso entre os países latino-americanos, se reunirá na sexta-feira com o chanceler Celso Amorim e com o representante comercial dos Estados Unidos, Rob Portman.
O Brasil, maior potência econômica da América do Sul, pressiona a UE para que reduza drasticamente suas barreiras agrícolas, enquanto o bloco europeu pede a Brasília um maior acesso ao mercado local de bens industriais e serviços.
Apesar das críticas que vem recebendo em seu país, Portman descreveu recentemente os EUA como um agente mediador na busca por um acordo entre a UE e o Brasil.
Mas Mandelson disse que essa perspectiva é equivocada e pediu a Washington que melhore sua oferta no que diz respeito à redução de subsídios agrícolas, para assim permitir um maior avanço nas conversações.
“No que se refere à agricultura, os Estados Unidos não podem se manter à margem”, disse Mandelson durante conferência em Buenos Aires, após reunir-se com autoridades argentinas.
Washington, segundo ele, “realizou uma oferta incompleta em outubro passado para reduzir e organizar seus subsídios agrícolas, e esse é um assunto inconcluso”.





















