Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Frango: Bom desempenho da exportação em agosto não deve se repetir

Segundo presidente da Abef, a demanda mundial ainda se ressente do surgimento de casos de gripe aviária na Europa, Ásia e África.

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Redação AI (21/09/06)- As exportações brasileiras de frango registraram o melhor desempenho do ano em agosto, mas o crescimento das vendas não deve se sustentar até dezembro, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Ricardo Gonçalves. “Não esperamos o mesmo ritmo. Foi um soluço e as vendas de setembro já apresentam retração”, afirmou, embora não tenha revelado em quanto as exportações deste mês recuaram até agora. Para ele, a demanda mundial ainda se ressente do surgimento de casos de gripe aviária na Europa, Ásia e África.

Gonçalves comentou que, em situações como esta, o consumo volta aos níveis pré-crise após seis a sete meses. “Esperamos que isso aconteça”. A Abef divulgou hoje que em agosto foram exportadas 299 mil toneladas de carne de frango, alta de 12,7% sobre o mesmo mês de 2005. Com esse volume exportado, a receita com os embarques foi de US$ 339,3 milhões, uma pequena valorização de 0,42% em comparação a agosto do ano passado. Mas apesar do crescimento nos embarques do mês passado, o volume acumulado das exportações entre janeiro e agosto de 2006 totaliza 1,725 milhão de toneladas e é 8,1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Em receita, o acumulado dos oito primeiros meses do ano soma US$ 2,009 bilhões, quantia 7,7% menor do que a observada entre janeiro e agosto de 2005. A indústria ainda não conseguiu identificar a razão do aumento das vendas no mês passado. Entre as regiões que mais compraram do Brasil em agosto destaca-se o Oriente Médio, com a aquisição de 109 mil toneladas, a maior parte frango inteiro, um aumento de 142,76% ante as 44,9 mil t adquiridas em julho. A receita cambial foi 148% maior que em julho (de US$ 45,8 milhões) e totalizou US$ 113,8 milhões. As vendas para a Europa também aumentaram de forma significativa em agosto.

O volume cresceu 56,2% sobre as 37,5 mil t de julho para 58,6 mil t e a receita aumentou 56,8% de US$ 60,25 milhões para US$ 94,5 milhões. No acumulado do ano, porém, estas duas regiões compraram menos frango do Brasil na comparação com 2005, como as demais. De janeiro a agosto, a única classe de produtos a apresentar crescimento de vendas foi a do frango industrializado. De acordo com a Abef, os embarques neste segmento, de alto valor agregado, foram de 76.809 toneladas, aumento de 47,78%, e a receita acumulou US$ 171,477 milhões, ganho de 55,88% ante o mesmo período do ano passado.

Ricardo Gonçalves, porém, acredita que tal desempenho não deve se prolongar por conta das novas barreiras (cotas tarifárias) impostas pela União Européia (UE) e que ainda não têm data para começar a vigorar. O volume das cotas está sendo negociado entre Brasil e UE e deve ser definido ainda este ano. A UE compra hoje 87% das exportações brasileiras de carne de frango industrializada.

Com este cenário, a Abef manteve suas estimativas de queda nas exportações de 2006 ante 2005 tanto em receita quanto em volume. As vendas deverão fechar o ano com 2,589 milhões de toneladas embarcadas e receita de US$ 3,015 bilhões, ante US$ 2,846 milhões de t e US$ 3,509 bilhões em 2005. A queda projetada no volume é de 9% e, na receita, de 14,1%. O preço médio dos produtos de frango exportados também deverá recuar 4,9% de US$ 1,23 para US$ 1,17 o quilo. Ainda assim, o Brasil deverá fechar o ano como o maior exportador mundial de frango, à frente dos Estados Unidos, segundo colocado.

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