Negociações na OMC “fracassaram”, dizem fontes diplomáticas.
Rodada de Doha não obtém êxito
Redação (29/07/2008)- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, havia pedido, ainda nesta terça-feira, que os membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) parassem de trocar acusações e assumissem os riscos em nome de um acordo final para a Rodada Doha.
A reunião em Genebra era considerada decisiva para a Rodada, que foi lançada há sete anos com o objetivo de diminuir os entraves ao comércio internacional, mas foi paralisada devido a divergências sobre o nível de abertura em setores de interesse de países ricos e pobres.
Os países em desenvolvimento querem maior abertura no setor agrícola das nações desenvolvidas, incluindo a redução ou o fim de subsídios. O bloco dos países desenvolvidos pressiona por maior abertura nos setores de indústria e serviços.
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A maior ameaça às negociações era até esta terça-feira a falta de consenso sobre um mecanismo de salvaguarda que permitiria aos países em desenvolvimento subir tarifas aduaneiras para se proteger de um surto de importações que possa prejudicar sua segurança alimentar.
Os Estados Unidos diziam que a China e a Índia estavam sendo exageradamente protecionistas em relação aos seus agricultores e não estavam abrindo os seus mercados à competição estrangeira.
A Índia acusava os Estados Unidos de defender apenas as melhoras no seu comércio à custa dos outros; a China, por sua vez, alegava que Washington queria um preço tão alto quanto o céu.
Durante as negociações, o Brasil chegou a aceitar a proposta apresentada pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, que foi rejeitada por alguns dos seus principais aliados no G-20, como Índia e Argentina.























