Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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China torna-se importador líquido de alimentos no 1o semestre

Na primeira metade deste ano, em termos de valores monetários, a país importou mais alimentos do que exportou, uma vez que a disparada do preço dos alimentos reverteu seu tradicional superávit na área de produtos agrícolas.

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Redação (22/08/2008)- A mudança para a condição deficitária reflete o aumento no preço de commodities como os grãos, entre os quais a soja.

Mas também coloca sob uma luz interessante a postura da China nas negociações malsucedidas do mês passado sobre o comércio global.

Naquele processo, o governo chinês, cada vez mais preocupado com garantir seu fornecimento de comida, ficou ao lado da Índia e contra os EUA ao defender a aprovação de um mecanismo de defesa para proteger os agricultores de países em desenvolvimento ameaçados pela eventual invasão de produtos importados.

Segundo a Global Trade Global Trade Information Services Inc (GTIS), a China registrou um déficit de 5,78 bilhões de dólares na balança dos produtos agrícolas, na primeira metade deste ano, contra um superávit de 2,45 bilhões de dólares um ano antes. O valor dos produtos importados elevou-se 72 por cento, ao passo que o dos exportados subiu apenas 12 por cento.

A GTIS fornece e analisa dados sobre o comércio internacional.

As informações dizem respeito ao desempenho do mercado nas categorias de 1 a 24 do sistema harmonizado (HS), usado internacionalmente para classificar os produtos. Essas categorias incluem derivados de animais, derivados de vegetais e alimentos, entre os quais ração para bichos e comida para pessoas.

Naquele período, as importações dos EUA, maior fornecedor de produtos agrícolas da China, quase dobraram de tamanho. As vindas do Brasil elevaram-se 95 por cento e as da Argentina, 132 por cento — esses são os dois próximos maiores fornecedores dos chineses.

Mas as exportações para o Japão, maior consumidor dos alimentos vindos da China, diminuíram 12 por cento. Mas aumentaram 13 por cento as exportações para os EUA.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), que mensuram o comércio de alimentos utilizando uma metodologia um pouco diferente, mostram que a China registrou um superávit na balança comercial de produtos agrícolas de 2000 a 2007. A única exceção deu-se em 2004, quando o país asiático verificou um pequeno déficit, de 0,2 bilhão de dólares.

O superávit dos chineses nessa área atingiu o pico de 6,4 bilhões de dólares em 2004, mas ficou em apenas 0,9 bilhão em 2008, ano em que o preço dos alimentos começou a subir.

O tamanho em si do comércio de alimentos na China transformou o país, em 2006, quando ainda tinha um superávit de 5 bilhões de dólares, no quarto maior exportador desse tipo de produto no mundo, atrás apenas da União Européia (UE), dos EUA e do Brasil, e no quarto maior importador, atrás da UE, dos EUA e do Japão, mostraram dados da OMC.

Desde então, a China sofreu uma deterioração clássica no setor comercial, e o preço dos alimentos importados elevou-se muito mais rapidamente do que o preço dos exportados.

Em termos de valor, os principais produtos agrícolas importados pela China são grãos e cereais, soja e óleos comestíveis. Já seus principais produtos de exportação incluem peixe e derivados de peixe, vegetais, grãos como o arroz, além de frutas e sucos de fruta.

O valor da soja importada nos primeiros sete meses deste ano elevou-se 118,6 por cento, atingindo 12,3 bilhões de dólares. Mas em termos de volume, a elevação foi de apenas 22,8 por cento (para 20,7 milhões de toneladas), mostraram dados oficiais da China.

O valor do peixe exportado aumentou apenas 9,5 por cento, para 2,88 bilhões de dólares, mas caiu 4 por cento em termos de volume (para 1 milhão de toneladas), revelaram aqueles dados.

Os gastos crescentes com os alimentos colocaram pressão sobre o governo chinês para adotar uma atitude protecionista no comércio de produtos agrícolas. E isso apesar de o país ter se beneficiado do sistema de livre comércio instalado pela OMC, entidade na qual a China ingressou em 2001.

O país asiático é hoje o segundo maior exportador mundial, ficando atrás apenas da Alemanha.

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