Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,74 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,04 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,18 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,82 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,93 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,19 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
Destaque Todas Páginas

Rússia cobra postura ativa dos frigoríficos brasileiros

País tem feito concessões a parceiros comerciais, mas reduziu alguns espaços ocupados por produtos do Brasil.

Compartilhar essa notícia

Redação (03/03/2009)- Em tempos de debate sobre protecionismo no comércio internacional, um dos principais compradores de carnes nacionais reclama uma presença mais ativa dos exportadores brasileiros. Em visita à Rússia, às vésperas do Carnaval, uma missão do governo brasileiro ouviu queixas de autoridades e importadores russos de que as empresas brasileiras têm feito pouca pressão para contrabalançar o forte lobby dos exportadores dos Estados Unidos. 

Candidata a entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC), a Rússia tem feito concessões a parceiros comerciais, mas reduziu alguns espaços ocupados por produtos do Brasil. Segundo as autoridades russas, poucas empresas têm escritórios em Moscou e as associações de classe mantêm uma atuação discreta para os padrões locais. O tema é importante porque até o fim de março a Rússia deve redistribuir a cota de carne bovina a outros países, além dos EUA e da União Europeia. Boa parte deve ficar com o Brasil porque a UE não tem cumprido suas cotas, preferindo direcionar ao mercado interno dos 27 países-membros. Há escassez de carne bovina na Rússia e os preços estão altos, constataram os membros da missão brasileira. 

Na tentativa de contornar o problema, uma nova reunião em Moscou será realizada na terceira semana de abril sobre comércio e investimentos. O setor privado participará dos encontros. Mas rejeita as queixas russas e aponta a obrigação do governo em manter acordos e mercados aos produtos nacionais. "A Rússia está consolidada para nós. Temos acompanhado de perto, mas não depende da gente. É uma relação entre governos, e não do setor privado brasileiro com o governo russo", diz o diretor-executivo da associação dos exportadores de carne (Abiec), Otávio Cançado. "Se não temos escritório lá é porque as empresas têm boas relações com os russos". 

O presidente da associação dos exportadores de carne suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, também defende a mesma tese. "Discordo frontalmente disso. Tenho cobrado do governo a aplicação de um acordo assinado em 2005", afirma. Esse acordo, segundo ele, obrigaria a manutenção do comércio bilateral. "Não temos como pressionar o governo russo. Se o Brasil não faz nada, não pode colocar a culpa no setor privado. As empresas de carne têm escritórios em Moscou, até sócios locais, mas lidam com os compradores, e não fazem lobby com o governo russo", diz Camargo Neto. 

Em 2005, foram exportadas quase 400 mil toneladas de carne suína. Em 2008, 260 mil. Além disso, mesmo com a visita do premiê Dmitri Medvedev, a Rússia reduziu em 50 mil toneladas a cotas de outros países, ocupados sobretudo pelo Brasil, repassando o volume aos EUA. Moscou prometeu à missão brasileira "estudar com carinho" a volta da 50 mil toneladas. Estaria disposta até a abrir cota adicional porque os preços locais estão altos. Os importadores avisaram que as vendas internas caíram 25% por causa dos preços altos e que, em razão da falta de crédito interno para a importação, uma nova cota não deve alterar o comércio porque não evita o temido impacto inflacionário na Rússia. 

A negociação bilateral tem sido dificultada pela redução das cotas e o aumento dos impostos extra-cota, além da forte desvalorização do rublo desde o início da crise internacional. Os russos reclamaram muito do desequilíbrio da balança comercial bilateral, causado pelos preços baixos do petróleo. Há um déficit de US$ 2 bilhões com o Brasil, segundo Moscou. 


Assuntos Relacionados
Brasilrússia
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329