Ferreira Júnior acredita que crise pode fragilizar frigoríficos paulistas, assim como a demanda e produção no Estado. Agora, também como presidente da Câmara Setorial da Carne Suína, pretende implantar ações para minimizar este possível impacto.
Alternativas contra as sequelas da crise
Redação (20/03/2009) – Valdomiro Ferreira Júnior assumiu em fevereiro o cargo de presidente da Câmara Setorial da Carne Suína do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, acumulando a função com a também presidência da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Sob seu comando, o órgão pretende trabalhar para criar um maior alinhamento entre a indústria frigorífica e o suinocultor. O objetivo é imediato. Ferreira Junior acredita que a crise irá deixar os frigoríficos paulistas em uma situação de grande fragilidade, assim como a demanda e a própria produção de suínos no Estado.
Nos próximos 15 dias deve ocorrer uma reunião entre o setor suinícola e o secretário do Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. De acordo com Ferreira Junior, ela servirá para apresentar algumas ações para o desenvolvimento da suinocultura paulista, assim como buscar uma redução da carga tributária e a viabilização dos frigoríficos. Logo abaixo, Ferreira Junior explica algumas das ações que a Câmara Setorial da Carne Suína pretende implantar.
Quantificar oferta e demanda
“Quem define os preços da carne suína a serem pagos ao produtor é a oferta e demanda pelo produto. Neste momento nós precisamos descobrir os números precisos. O que é oferta? O que é demanda? Hoje não sabemos se temos um superávit ou um déficit em nossa produção. Então este número não aparecer, tudo será ‘chutômetro’. E ‘chutômetro’ leva à dúvida, que leva a especulação”.
Manter status sanitário
“Com a crise, a tendência do suinocultor é diminuir seus custos ao máximo. Porém, não podemos ficar desatentos com a questão sanitária. O nosso status sanitário, como Estado livre de aftosa com vacinação, por exemplo, foi conseguido com muito trabalho e dedicação. Se perdermos este status, as dificuldades apenas crescerão. Cada vez mais o mercado brasileiro depende de 20% a 25% de sua produção para destinar às exportações. Quando se fala em exportação, se fala em questão sanitária. Então a Câmara deve ficar muito atenta a este aspecto, alertando o produtor”.
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Carne suína na merenda escolar
“Uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), feita em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, identificou que a merenda escolar na rede estadual tem um déficit muito forte de cálcio. Por isso, o Ital sugere a melhoria da capacidade de nutrientes nas refeições para os alunos através de alguns cortes de carne suína, principalmente fígado. Vamos tentar incluir na merenda um ‘bolo de carne suína’. Entregamos o projeto semana passada para a assessoria do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Se conseguirmos implantá-lo em pelo menos uma escola-piloto na maior cidade da América Latina, com certeza isso vai repercutir em nível nacional”.























