Gripe AH1N1 diminui em 80% o consumo de derivados da carne suína no país.
Vendas caem 80% no México
As vendas de produtos suínos no México caíram 80% desde que a epidemia da gripe H1N1 começou. “É o que afeta o país no momento”, informou a Confederação Mexicana de Produtores de Suínos (CPM, sigla em inglês).
A CPM quer lançar uma campanha informativa, não promocional, para que a população mexicana entenda que não há risco de contrair a doença consumindo derivados da carne suína.
A Confederação não considera o nome “Gripe Suína” correto porque, de acordo com a OIE, não há qualquer prova científica específica para afirmá-lo. Apesar do nome ter sido mudado para Gripe A (H1N1), a percepção dos consumidores não mudou e, como consequência, o consumo de carne suína diminui.
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México
No México existem 6.000 granjas suinícolas, que conseguem produzir cerva de 1,2 milhões de toneladas de carne por ano. Cerca de 100.000 mil por mês.
Os produtores já estavam em uma situação crítica devido ao aumento dos preços dos grãos nos últimos dois anos. A queda do preço do suíno e a atual crise deixou o setor, praticamente, fora do mercado.
Exportações
95% das exportações mexicanas, que são destinadas ao Japão (cerca de 60.000 toneladas por ano), não foram interrompidas, graças a um acordo entre as autoridades mexicanas e japonesas. Eles concordaram em não interrompê-las, já que não existe qualquer risco. O resto das exportações vão para Coréia e um pequeno percentual aos EUA.
A CPM espera que o efeito desastroso da origem do vírus seja revertido com a campanha.
* Com informações do Pig Progress





















