Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,94 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,29 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.086,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 168,54 / cx
Economia

Primeiro trimestre foi fundo do poço do PIB e recuperação já começou, dizem analistas

Segundo analistas, primeiro trimestre foi fundo do poço do PIB e retomada da economia brasileira já começou.

Compartilhar essa notícia

Depois de registrar dois trimestres consecutivos de queda no Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira pode registrar crescimento no segundo trimestre deste ano e, assim, escapar da recessão, segundo analistas ouvidos pelo Valor. Embora a volta do crescimento não seja consenso, quatro consultorias esperam uma recuperação do PIB entre 0,5% e 2% no período de abril a junho em relação ao primeiro trimestre deste ano, na série com ajuste sazonal.

O resultado negativo da indústria de janeiro a março – queda de 7,9% sobre o quatro trimestre de 2008, também descontando os fatores sazonais – não surpreendeu os técnicos e reforçou a expectativa de que o começo do ano seria o de pior desempenho da economia brasileira desde o início da crise. A última “recessão técnica” do Brasil ocorreu nos dois primeiros trimestres de 2003.

Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit Suisse, diz que após uma queda projetada em 2% do PIB de janeiro a março deste ano – ainda não foram divulgados dados oficiais – sobre os três últimos meses de 2008, os próximos trimestres terão resultados positivos entre 0,5% e 1% sobre o período imediatamente anterior. Mesmo assim, a recuperação não deve sustentar um crescimento econômico no ano e a projeção da equipe de economistas do banco é de queda de 2% do PIB. “Só uma recuperação muito forte no segundo semestre garantiria um crescimento no ano”, diz. Teixeira acredita que apenas o último trimestre deve apresentar crescimento em relação a 2008.

Segundo Thaís Marzola Zara, economista-sócia da Rosenberg & Associados, pode-se prever um resultado positivo no segundo trimestre sobre o primeiro, mas não é possível cravar números. O resultado da indústria nos primeiros meses do ano veio um pouco abaixo do esperado pela economista. A diferença, porém, não alterou a previsão de alta de 0,3% no PIB do ano.

Segundo projeção da consultoria, deve haver uma queda de 1,8% do PIB do primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008 e um recuo de 1,2% sobre o quarto trimestre de 2008, o que, junto com a queda de 3,6% do PIB no último trimestre de 2008, configuraria a recessão técnica. “Ainda não fechamos previsão para o segundo trimestre, mas possivelmente o PIB será próximo de zero em relação a 2008, com um desempenho positivo na margem”, diz ela. A recuperação mais forte, para garantir a alta de 0,3% do PIB no ano, viria no último trimestre.

Fábio Silveira, sócio da RC Consultores, explica que as variáveis para a projeção da economia ainda dependem muito do cenário externo, mas caso o mercado se mantenha na situação atual, com aumento do crédito e sem novas falências no setor financeiro, é possível falar em aumento do PIB de 0,3% no ano mesmo após a queda no primeiro trimestre, estimada pelo economista em 0,6%.

O segundo semestre, explica, deve ter forte recuperação, como resposta ao processo de expansão do crédito local e externo. “O primeiro trimestre teve uma queda bastante acentuada, mas em marcha de recuperação”, diz. Segundo ele, extrativa mineral e construção civil salvarão a indústria.

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, também acredita que a recessão técnica ficará circunscrita ao quarto trimestre de 2008 e o primeiro trimestre deste ano, para o qual projeta queda no PIB de 1,3% em relação aos três meses anteriores e de 2,4% sobre o primeiro trimestre de 2008.

“O dado da indústria consolida a recessão de fato e abre espaço para avaliar o segundo trimestre que, na margem, deve apontar recuperação.” Vale não tem uma projeção fechada, mas observa que, mesmo que o PIB repita uma queda de 2,4% no segundo trimestre na comparação com o mesmo intervalo de 2008, esse resultado traria um crescimento na margem de 1%. “O primeiro trimestre tende a ser o fundo do poço do PIB. O segundo trimestre melhora, mas essa melhora tem de ser relativizada.” A recuperação efetiva da economia, segundo ele, só virar no fim do ano.

Para 2009, Vale prevê expansão de 0,5% do PIB, crescimento sustentado pela demanda doméstica que será estimulada pela expansão de 2,5% na massa real de rendimentos (em 2008 o incremento foi maior, de 7,5%).

O crescimento projetado pela Tendências Consultoria para o segundo trimestre do ano é de 2,1% no PIB em relação ao primeiro trimestre. A economista Marcela Prada considera que o crescimento, ainda que em menor escala, da massa salarial e as reduções tributárias concedidas a automóveis, materiais de construção e eletrodomésticos permitirão que o comércio mantenha desaceleração lenta. O varejo, segundo ela, encerra o segundo trimestre com queda de 0,3% na margem. A demanda em desaceleração, somada à normalização dos estoques, permitirá que a indústria tenha recuperação no segundo trimestre – Marcela prevê expansão de 8,3% da produção sobre o primeiro trimestre.

Assuntos Relacionados
Brasilpib
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,28
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 119,94
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,17
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,60
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,52
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,67
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 158,55
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 166,43
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,45
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,29
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,18
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 167,73
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,31
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.173,45
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.086,74
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 175,87
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 157,65
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,10
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 168,54
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341