Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Para Amorim, Obama vê Doha da mesma forma que Bush via. Principal obstáculo são as demandas exageradas dos EUA.

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O principal obstáculo à conclusão da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) continua a ser as demandas exageradas dos Estados Unidos, mesmo depois que o presidente Barack Obama assumiu o poder, disse ontem o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Segundo ele, um acerto em torno dos princípios de liberalização comercial previstos na Rodada Doha é fundamental para garantir que não haverá o ressurgimento do protecionismo. Amorim afirmou que ainda é “cedo” para manifestar decepção quanto à atitude do governo Obama em relação às negociações comerciais, mas ressaltou que, nos primeiros seis meses da administração democrata, a posição americana “evoluiu pouco, de um momento de incerteza até uma posição muito semelhante à que os republicanos defendiam no final do ano passado”.

O ministro disse que há outras questões que são um entrave à conclusão da Rodada, como as salvaguardas agrícolas para alguns países em desenvolvimento. Ele enfatizou, porém, que o grande ponto que impede o desfecho das negociações é “a posição dos EUA em relação a produtos manufaturados”, caracterizada por “exigências excessivas”. Nesse cenário, o tradicionalmente otimista Amorim afirmou estar “cauteloso” quanto às perspectivas de final feliz para Doha, que terá mais uma reunião em Nova Délhi, na Índia.

Para ele, o governo Obama ainda está na fase de aprendizado, comum a toda nova administração. E esta fase, tudo indica, ainda não terminou. “É um processo que tem a ver com outros problemas internos dos EUA”, afirmou Amorim, que participou de seminário promovido pela Fundação Dom Cabral, em Nova Lima (MG), sobre o cenário global e as tendências para multinacionais de países emergentes.

E qual o plano B caso Doha não seja concluída? Para Amorim, “você pode dizer que o plano B óbvio é todo mundo se dedicar a acordos bilaterais, e nós vamos tratar de fazer os nossos também [em caso de fracasso da rodada]”. A questão, segundo ele, é que isso não resolve os problemas centrais que existem, como os subsídios agrícolas, “que foi o que motivou o começo da rodada”. Sem Doha, será necessário passar do plano A para o plano Z, afirmou ele, já que as negociações bilaterais são muito piores do que as multilaterais.

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