Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas
Economia

G20 se reúne

Representantes das principais economias se reúnem para retomar ações anticrise. OCDE já vê melhora mais rápida que o previsto.

Compartilhar essa notícia

O G20, o clube das 20 maiores economias do mundo, escolheu o coração do que ele próprio considera como “inimigo” para retomar, hoje (04/07), as conversas sobre a crise global, um ano depois de a quebra do banco Lehman Brothers servir de estopim para a “A Grande Recessão”, segundo o rótulo do FMI, e um dia depois de a OCDE ter emitido o mais recente sinal de que a crise parou de piorar.

Ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20 (na verdade, são mais de 20 porque sempre há convidados especiais) jantam no Guildhall, sede da Corporação da Cidade de Londres, a mitológica City, “líder mundial em finanças internacionais e em serviços para negócios”, como é apresentada a Corporação.

O Guildhall, velho de 800 anos, é o que há de suntuoso no coração financeiro de Londres.

Um dos pontos centrais da agenda do G20 é justamente controlar os excessos do mundo financeiro, seja pela via de forte aperto na regulação das atividades do setor, seja pela imposição de limites aos bônus que banqueiros e executivos financeiros recebem.
Mas o ambiente que se respira hoje entre os representantes do G20 é diferente do quase pânico com que os chefes de governo do grupo se reuniram na mesma Londres, há cinco meses, para enviar um potente sinal de que estavam dispostos literalmente a tudo para conter a crise, então devastadora.

Mais que sinal, os governos do grupo e até de fora dele já despejaram ou vão despejar até 2010 US$ 5 trilhões em estímulos e renúncias fiscais. Funcionou, atesta a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômica, o clubão das 30 principais economias, das quais o Brasil só não faz parte porque não quer.
A OCDE reduziu ontem (03/09) para 3,9% a previsão de retrocesso que as economias do G7, os ricos entre os ricos, sofrerão em 2009, quando a previsão anterior, de final de junho, era de uma queda de 4,8%.

Quando retração econômica é boa notícia, só por ser menor do que o que se previa, tem-se uma ideia mais clara de como estava certo o FMI ao falar em “Grande Recessão”.
A nova estimativa da OCDE também aponta que, já no terceiro trimestre deste ano, voltem a crescer os PIBs de Estados Unidos (+1,6%), zona do euro (+0,3%) e Japão (+1,1%). O crescimento deve se manter no quarto trimestre, avalia a organização. “As condições financeiras melhoraram mais rapidamente do que pensávamos”, disse o economista-chefe da OCDE, Jorgen Elmeskov.

Agora, no entanto, quem tem razão é a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, ao dizer que “o declínio parou, mas a reversão ainda não começou”. Justifica-se, por isso, a posição majoritária no G20 em favor da manutenção dos colossais estímulos despejados na economia quando o cenário era infernal.
Até a OCDE, geralmente conservadora em matéria fiscal, avaliou ontem que tais medidas continuam sendo necessárias, embora tenha aconselhado os países-membros a preparar, “a longo prazo”, a supressão delas e elaborar “estratégias de saída e planos de consolidação fiscal”.

O que é exatamente “longo prazo” não ficará definido nem na reunião de ministros/presidentes de BCs de hoje e amanhã nem na cúpula do G20, dias 24 e 25 nos Estados Unidos.

Mas uma pista eventual pode estar em artigo do anfitrião de hoje, Alistair Darling, responsável pelo Tesouro britânico, no qual fala em reduzir à metade o deficit orçamentário de seu país em quatro anos. O deficit do Reino Unido está em assombrosos 11,6% de seu PIB.

Para comparação: o Tratado de Maastricht, que estabeleceu as regras para a entrada dos países europeus na moeda única, o euro, cravava 3% como deficit máximo permitido. Significa que qualquer número superior a esse torna o país inconfiável. Hoje, nenhum país europeu fica no limite.

A perspectiva de que os deficit e também as dívidas públicas acabem, mais adiante, por abortar a incipiente recuperação faz com que os Estados Unidos retomem no G20 um tema que o presidente Barack Obama abordou no G8+5 de Aquila, na Itália: seu país não voltará ao papel de grande consumidor e, por extensão, de locomotiva da economia mundial. É preciso que os países com grande superavit (e aqui a alusão é principalmente à China) passem a consumir mais e a exportar menos.

No G20 de abril, os chineses resistiram fortemente a essa sugestão, e o tema foi virtualmente silenciado.

Reaparece agora na avaliação de Joaquín Almunia, comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, para quem a reunião deste fim de semana tratará de “como reagir de maneira coordenada para melhorar o aumento da demanda global”.

É frase cifrada para dizer rigorosamente o mesmo que Barack Obama disse na Itália -o que, aliás, impressionou vivamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343