Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Crise global

FMI prevê crise longa

Crise vai inibir o crescimento por sete anos, diz FMI. “Perdas em capital, emprego e produtividade podem ser duradouras “, diz o relatório.

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A crise deve inibir o crescimento mundial nos próximos sete anos, disse ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo um capítulo do Panorama Econômico Mundial divulgado ontem (22/09), que analisa 88 crises bancárias nos últimos 40 anos, “os indícios históricos sugerem que a atividade em muitas economias vai permanecer bem abaixo da tendência pré-crise no médio prazo”.

“As perdas em capital, emprego e produtividade podem ser duradouras, deixando uma marca na capacidade produtiva dessas economias”, diz o texto. Findos os sete anos, a atividade nas economias costuma ficar 10% abaixo da tendência, em média.

Segundo o FMI, a atividade nos países desenvolvidos não deve voltar à tendência pré-crise no médio prazo, como ocorreu com os emergentes durante a crise da dívida de 1980. Como a crise é global, a demanda externa não terá o mesmo papel “salvador” de outras crises bancárias.

“A recuperação será lenta e há preocupações sobre os danos de longo prazo ao crescimento global, na medida em que instituições financeiras e os mercados lutam para recuperar sua capacidade de intermediação e o desemprego atinge um nível alto.”

Mas o crescimento volta aos níveis pré-crise na maioria dos países depois de determinado período. O FMI conclui que os países que adotam políticas fiscais e monetárias contracíclicas têm perdas menores na atividade no médio prazo. Outros fatores que aliviam as perdas são reformas estruturais e ambiente externo positivo.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, disse que, enquanto as recessões típicas são seguidas pela retomada do crescimento, “o que este capítulo pretende é alertar que, em caso de crises bancárias, a retomada não é tão forte”.

O estudo sugere, entretanto, que medidas de estímulo – especialmente fiscais – implementadas desde o início podem ajudar a reduzir as perdas no médio prazo. O aumento do consumo do governo em 1% do PIB está associado a uma redução de 1,5 ponto porcentual na perda da produção.

“A resposta adotada até agora com políticas macroeconômicas, na forma de substancial estímulo fiscal e monetário, deverá ajudar a mitigar o impacto da crise sobre a produção.”

O relatório será divulgado na íntegra no dia 1º de Outubro.

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