Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Crise global

FMI prevê crise longa

Crise vai inibir o crescimento por sete anos, diz FMI. “Perdas em capital, emprego e produtividade podem ser duradouras “, diz o relatório.

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A crise deve inibir o crescimento mundial nos próximos sete anos, disse ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo um capítulo do Panorama Econômico Mundial divulgado ontem (22/09), que analisa 88 crises bancárias nos últimos 40 anos, “os indícios históricos sugerem que a atividade em muitas economias vai permanecer bem abaixo da tendência pré-crise no médio prazo”.

“As perdas em capital, emprego e produtividade podem ser duradouras, deixando uma marca na capacidade produtiva dessas economias”, diz o texto. Findos os sete anos, a atividade nas economias costuma ficar 10% abaixo da tendência, em média.

Segundo o FMI, a atividade nos países desenvolvidos não deve voltar à tendência pré-crise no médio prazo, como ocorreu com os emergentes durante a crise da dívida de 1980. Como a crise é global, a demanda externa não terá o mesmo papel “salvador” de outras crises bancárias.

“A recuperação será lenta e há preocupações sobre os danos de longo prazo ao crescimento global, na medida em que instituições financeiras e os mercados lutam para recuperar sua capacidade de intermediação e o desemprego atinge um nível alto.”

Mas o crescimento volta aos níveis pré-crise na maioria dos países depois de determinado período. O FMI conclui que os países que adotam políticas fiscais e monetárias contracíclicas têm perdas menores na atividade no médio prazo. Outros fatores que aliviam as perdas são reformas estruturais e ambiente externo positivo.

O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, disse que, enquanto as recessões típicas são seguidas pela retomada do crescimento, “o que este capítulo pretende é alertar que, em caso de crises bancárias, a retomada não é tão forte”.

O estudo sugere, entretanto, que medidas de estímulo – especialmente fiscais – implementadas desde o início podem ajudar a reduzir as perdas no médio prazo. O aumento do consumo do governo em 1% do PIB está associado a uma redução de 1,5 ponto porcentual na perda da produção.

“A resposta adotada até agora com políticas macroeconômicas, na forma de substancial estímulo fiscal e monetário, deverá ajudar a mitigar o impacto da crise sobre a produção.”

O relatório será divulgado na íntegra no dia 1º de Outubro.

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