Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Mercado Externo

Mercosul e UE voltam a marcar encontro

Reunião deve discutir possibilidade de teste para voltar a negociar acordo de livre comércio para o ano que vem.

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O Mercosul e a União Europeia (UE) marcaram reunião para a primeira semana de novembro, em Lisboa, para testar se podem voltar a negociar um acordo de livre comércio com a intenção de conclui-lo no ano que vem. A negociação birregional não foi relançada em Copenhague, na cúpula Brasil-UE , e negociadores tratam de não alimentar grandes expectativas sobre a reunião a ser realizada na capital portuguesa.

Eles indicam que o encontro não será uma negociação, não haverá ofertas nem cifras. A ideia é examinar se há vontade política para tentar chegar a um “acordo possível”, ou seja, superar o enfoque que levou ao bloqueio nos últimos cinco anos – por causa das divergências sobre a liberalização agrícola na Europa e industrial no Mercosul – e buscar um entendimento mais político, refletindo a importância das relações estratégicas entre os dois lados.

O setor privado, na UE e no Brasil, insiste na importância de conclusão do acordo de livre comércio, sobretudo no cenário de recessão, para estimular a retomada dos negócios pelas empresas dos dois blocos. A questão é o que seria um “acordo possível”, ainda mais que Bruxelas nunca escondeu que dá preferência à negociação da Rodada Doha, na OMC, para só então definir o quanto paga na abertura agrícola para o Mercosul.

O setor automotivo europeu, com forte peso na negociação, está na defensiva após o acordo de livre comércio da UE com a Coreia, pelo qual diz que vai sofrer perdas importantes. Segundo o setor, um carro médio coreano vai entrar na Europa custando US$ 2,2 mil menos que um carro exportado pelo Brasil. A questão é como isso poderia ser corrigido num “acordo possível”, ou seja, tímido e pouco ambicioso. A Espanha, que vai presidir a UE no primeiro semestre de 2010, quer dar ênfase na conclusão da negociação birregional. O presidente da Comissão Europeia, José Manoel Barroso, também apoia o acordo com o Mercosul.

A reunião de Lisboa vai ocorrer antes da conferência ministerial da OMC, marcada para o fim de novembro em Genebra, durante a qual se deve constatar mais uma vez que a negociação global não decola principalmente por causa dos EUA, que exigem muito e querem pagar pouco. Um acordo UE-Mercosul daria preferências aos exportadores europeus sobre os americanos, enquanto o Congresso americano se mostra cada vez mais protecionista.

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