Centro Internacional para o Comércio e o Desenvolvimento Sustentável questiona o sentido das negociações agrícolas na Rodada de Doha.
Contestação ao subsídio da Europa
Os esforços para alterar as políticas de incentivo agrícola nos países ricos estão sendo cada vez mais contestados por não removerem distorções injustas no comércio global, conforme era a intenção dessas medidas, segundo um novo estudo feito por economistas especializados em agricultura e comércio.
O trabalho, publicado pelo Centro Internacional para o Comércio e o Desenvolvimento Sustentável, questiona o sentido das negociações agrícolas na chamada Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio.
Essas negociações visam a substituir subsídios que distorcem o comércio por uma assistência menos nociva, conhecida como caixa verde” que remunera agricultores por atividades como a preservação ambiental, e não só pela maior produção. O estudo coincide com acordo na União Europeia – maior fonte de subsídios agrícolas – sobre reformas na Política Agrícola Comum.
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Em suas 675 páginas, o estudo lembra que a assistência agrícola também é crucial em um momento em que o mundo busca formas de ampliar a produção para atender à sua crescente população, na qual já há muita gente desnutrida, mas sem agravar a degradação ambiental.
“Temores de que a caixa verde esteja se tornando mera fachada para os governos que desejavam fornecer quantias ilimitadas de apoio à renda para os produtores agrícolas, mas sob um verniz de responsabilidade, na verdade encontraram expressão em uma multidão de apelos por revisão e mudança”, disse o texto.























