País deixou de ter foco na Europa e nos Estados Unidos, diz Lula, o que permitiu a construção de relações mais iguais e vantajosas.
Brasil tem novos focos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou no sábado, durante seu discurso em homenagem ao 1º de Maio, a atual política de integração do Brasil com os demais países da América do Sul. Lula disse que até ele assumir a Presidência da República o assunto não tinha a importância necessária.
“Nós estávamos colonizados e a nossa cabeça não enxergava a América do Sul porque estávamos de costas”, afirmou durante evento em comemoração ao 1º de Maio promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital paulista.
Lula acrescentou que antes o Brasil só tinha interesse em estabelecer relações comerciais com a Europa e os Estados Unidos.
Leia também no Agrimídia:
- •Análise: Influenza aviária se torna uma preocupação na europa e já afeta milhões de aves
- •Polônia registra avanço do H5N1 trazendo impacto na produção avícola do país
- •Sustentabilidade na Suinocultura: setor britânico reduz emissões e define agenda ambiental até 2030
- •Inspeção no descarregamento pode elevar padrões em frigoríficos, aponta estudo sobre bem-estar animal na suinocultura europeia
De acordo com o presidente, a adoção de uma política voltada aos países vizinhos permitiu a construção de relações mais iguais e vantajosas para os sul-americanos, diferentemente da relação que essas nações mantinham com os Estados Unidos.
“Como era possível você comparar a união comercial de um país com o potencial americano à de um país com o potencial da Bolívia?”, questionou.
Para exemplificar o êxito do modelo que prioriza a América Latina, Lula destacou que os países da região têm hoje maior peso na balança comercial brasileira, à frente dos Estados Unidos e da Europa.
O presidente participou do evento acompanhado da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e do senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
No fim do discurso, Lula se emocionou ao falar sobre os últimos meses de mandato e afirmar que está orgulhoso das realizações dele na Presidência.





















