Aumento da demanda ampliou importância do Brasil perante o mundo, diz secretário do Mapa, Célio Porto.
Produção de alimentos é estratégia

“Produzir commodities agrícolas se tornou uma questão estratégica”, disse há pouco o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto. Ele conduz, nesta quinta-feira, 25 de novembro, em Brasília, o encontro com os principais setores exportadores do agronegócio nacional para avaliar o ano de 2010 e definir estratégias para 2011.
Porto explicou que com aumento da demanda por alimentos e a redução do estoques mundiais, o Brasil passou a ser visto como um parceiro comercial importante no cenário mundial. “Existe uma preocupação com a escassez de alimentos e o mundo está de olho em quem tem a capacidade de atender a crescente demanda”, afirmou.
Segundo o secretário, a China, por exemplo, passou a ser, em 2008, o maior comprador de produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático já é um grande importador de soja e este ano começou a comprar milho por não conseguir suprir a necessidade interna.
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O aumento de preços no mercado internacional e das quantidades embarcadas de alimentos levará o Brasil a atingir o recorde nos valores exportados em 2010. De acordo com Célio Porto, as vendas externas do agronegócio devem atingir US$ 75 bilhões, superando o maior valor já registrado, de US$ 71,8 bilhões, em 2008.
Ele reforçou ainda que o Brasil tem o maior superávit mundial da balança comercial do agronegócio e amplia, em média, 16,1% ao ano o valor exportado. Porém, Porto explica que é necessário diversificar a pauta exportadora, ampliando para produtos com grande inserção no exterior, como óleo de palma, pescados e lácteos.



















