Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Bovinos

Estudo vê poder de mercado moderado

Cadeia da carne bovina se aproxima de um oligopsônio, com poder de mercado moderado.

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A estrutura da cadeia de produção da carne bovina no país se aproxima de um oligopsônio (número pequeno de compradores), mas o poder de mercado dos frigoríficos sobre os pecuaristas é moderado e não aumentou nos anos recentes, apesar da maior concentração no setor. Essa é a conclusão de estudo “O Oligopsônio dos Frigoríficos: Uma Análise Empírica de Poder de Mercado”, do pesquisador Rodrigo Moita, do Insper, e da aluna de mestrado do instituto, Lucille Golani.

O estudo analisou a cadeia de carne bovina em São Paulo e avaliou se há poder de mercado utilizando informações sobre a produtividade marginal do boi gordo e dados mensais de preços por um período de 14 anos no Estado. Um dos objetivos dos pesquisadores foi mostrar se o aumento recente da concentração no setor de frigoríficos alterou o padrão de concorrência do setor.

Para testar a existência de poder de mercado, os pesquisadores usaram um modelo econométrico, contendo variáveis como preços mensais da carne de traseiro no atacado, preços mensais do boi gordo e estimativas sobre a produtividade do boi e a elasticidade-preço da oferta de matéria-prima.

A análise da cadeia produtiva mostrou que os produtores rurais – que fornecem bois – são muitos e distribuídos pelos principais Estados produtores. Os frigoríficos, por seu lado, são grandes e poucos e concentram suas plantas nos Estados produtores de bovinos e em São Paulo, maior mercado consumidor. Essas são características de uma estrutura de oligopsônio.

Utilizando preços mensais levantados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) entre julho de 1994 e dezembro de 2008 no Estado de São Paulo, os pesquisadores estimaram o que chamam de “modelo de conduta oligopsônica” no mercado. “Os resultados mostram forte evidência de poder de mercado moderado. Apesar de ter uma estrutura com potencial para o exercício de poder de mercado, os resultados mostram poder de mercado compatível com um oligopsônio. (…) Além disso, não identificamos um aumento do poder de mercado em anos recentes. O que indica que a onda de fusões e aquisições no setor frigorífico não teve reflexo na conduta das firmas”, escrevem.

De acordo com Rodrigo Moita, o estudo mostrou semelhança entre o ritmo de alta do boi gordo e da carne durante o período analisado. “Imaginávamos um crescimento do preço da carne maior que o do boi gordo”, disse. “Acreditávamos que haveria alguma distorção”, reitera Lucille, cujo pai, pecuarista, sempre se queixou da relação comercial com os frigoríficos.

Segundo Moita, a expectativa era que “com a maior concentração do setor, o frigorífico obrigaria o produtor de gado a vender [animais] por preços mais baixos”. Uma hipótese, diz o pesquisador, é que isso não ocorreu porque o setor buscou se preservar já que tinha sido alvo de investigação por formação de cartel e de processo no Cade. Outra razão para as margens do frigorífico não mostrarem crescimento, afirma ele, é o aumento da competição entre os grandes frigoríficos.

Lucille admite que a falta de dados semelhantes em outros Estados restringiu a pesquisa a São Paulo. Moita avalia que o resultado do estudo não seria muito diferente se considerasse outros Estados produtores de carne bovina porque São Paulo é uma região formadora de preços, portanto, relevante.

Ainda que o estudo não considere dados dos últimos dois anos, quando a concentração no setor se acirrou, Moita não acredita em alterações no resultado apontado pelo estudo. “O que se observou até 2008 é que o aumento da concentração não teve efeito no poder de mercado. Se seguir essa tendência que o estudo aponta, não deve haver alteração no cenário”, conclui.

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