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Falta de trabalhadores agrava filas no Porto de Paranaguá

Neste momento, existem 45 navios com adubos aguardando para atracar em três berços em Paranaguá.

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Falta de trabalhadores agrava filas no Porto de Paranaguá

O Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo) do Porto de Paranaguá, no Paraná, instalou a chamada trava na dobra da escala eletrônica, mecanismo que impede trabalhadores portuários avulsos de dobrarem a jornada de trabalho. A legislação do setor determina intervalos de descanso de 11 horas entre um turno e outro. A informação é da assessoria de comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa)  e motivada pela grande quantidade de ações judiciais.

A Appa diz que apesar de existirem trabalhadores portuários avulsos suficientes para atender à demanda do porto – cerca de 2.600 – está faltando gente para trabalhar, provocando o atraso nas operações. Os navios mais prejudicados são os de açúcar e fertilizantes. De acordo com o departamento de operações da Appa, há navios que estão levando o dobro do tempo para operar, contribuindo para aumentar ainda mais a quantidade de navios ao largo. Neste momento, existem 45 navios com adubos aguardando para atracar em três berços em Paranaguá e mais cinco embarcações no porto de Antonina de um total de 114 navios ao largo. A situação é agravada pela grande demanda do produto importado, principalmente neste período para o plantio da safra de verão, a partir de setembro. Especialistas demonstram preocupação de que o problema atrase a entrega de fertilizantes para as misturadoras e, consequentemente, para os produtores. Paranaguá é o principal porto que recebe adubos importados. O Brasil importa mais de 70% de sua demanda pelo produto.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop), Edson Cezar Aguiar, a medida de escala eletrônica foi tomada em função de uma avalanche de ações trabalhistas. “Já temos um passivo de R$ 200 milhões em ações que estão requerendo na justiça o pagamento de horas extras toda vez que extrapolavam o turno de seis horas de trabalho”, explica Aguiar.

O Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo) recebe diariamente 150 novas ações trabalhistas requerendo o pagamento de horas extras. Em 2009, Ogmo e Sindop fizeram um acordo no valor de R$ 15 milhões e este ano, já foi assinado outro, no valor de R$ 30 milhões.

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