Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Energia

Risco de racionamento de energia é de 17,5%, diz consultoria

Segundo o relatório da PSR, o sistema de transmissão de Energia no Brasil não é seguro.

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Risco de racionamento de energia é de 17,5%, diz consultoria

Um estudo feito pela consultoria PSR, que acompanha o setor, apontou que o risco de racionamento de energia em 2014 é 17,5%. A conta feita pela PSR considera a previsão de vazões nos reservatórios, feita pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). “Um racionamento de energia, mesmo relativamente improvável, é preocupante devido a seu impacto negativo para o País”, diz o relatório. Nesta terça-feira 11, o nível dos reservatórios do Sudeste e Centro Oeste chegou a 36,7%. Já o nível de vazão estaria 48% abaixo da média histórica para o mês de fevereiro, dificultando o atendimento da demanda por energia.

Segundo a consultoria, as simulações de risco de racionamento feitas pelo ONS “subestimam os reais riscos de problemas de suprimento de energia”. O entendimento é que o esvaziamento dos reservatórios é mais rápido do que mostram as simulações do ONS. No final de 2013, técnicos do ONS constataram uma defasagem entre o esvaziamento real e o simulado.
 
O relatório da PSR aponta ainda que o risco de racionamento não se deve ao crescimento do consumo – que atingiu em 11,8% em janeiro – e a falta de chuvas no primeiro mês do ano. Para a consultoria, o verdadeiro vilão é a falta de infraestrutura para suprir a demanda de energia. Desde setembro, o ONS já tinha uma previsão de aumento de demanda maior para janeiro. “Isso nos permite concluir que o ONS teve conhecimento da demanda máxima de janeiro com antecedência de meses e, portanto, teve condições para se planejar (evidentemente, na medida dos recursos disponíveis) para atendê-la.
 
O relatório criticou a falta de planejamento do governo, que neste momento, apenas espera que chova na próxima semana para que os reservatórios sejam reabastecidos. “Contar com a sorte, ao invés de fazer um planejamento que garanta o suprimento caso São Pedro esteja de mau humor, é uma estratégia, digamos, arriscada.”
 
Problemas no setor
 
A PSR elencou três vulnerabilidades do sistema elétrico: falta de energia, que pode resultar em um racionamento; falhas no sistema de transmissão; e falta de potência instantânea, ou seja, situações nas quais a capacidade total de geração é insuficiente para atender o consumo.
 
Segundo o relatório, o sistema de transmissão de Energia no Brasil não é seguro e o desempenho do sistema de transmissão vem piorando. O relatório da PSR concluiu que os problemas de transmissão de energia não se devem aos atrasos na construção e entrega de novas linhas. O próprio ONS, em seus relatórios, já apontava que os dez blecautes ocorridos entre agosto de 2012 e setembro de 2013 aconteceram por falta de manutenção nas linhas. “A análise também indicou que o décimo blecaute, que resultou em uma extensa interrupção na região Nordeste, possivelmente teria sido evitado se houvesse um monitoramento em tempo real das queimadas e um reforço na capacidade computacional.”

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