A reeleição da presidenta Dilma Rousseff não deve prejudicar direta ou fortemente o agronegócio no Brasil.
Resultado das eleições não deve afetar agronegócio

A reeleição da presidenta Dilma Rousseff não deve prejudicar direta ou fortemente o agronegócio no Brasil. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos pelo Portal norte-americano Agriculture.com, segundo os quais o impacto no setor deverá ser menor em comparação com outros setores da economia.
“É ainda muito difícil prever o que vai acontecer. Mas o governo brasileiro tem um diferencial comparado à Argentina: não tem apresentado confrontos diretos com a agricultura. Já Cristina Kirchner ataca frontalmente o campo, enquanto o Partido dos Trabalhadores não ajuda, mas também não atrapalha sobretaxando produtores”, analisou Luiz Pacheco, proprietário da consultoria Trigo & Farinhas.
O nome de Kátia Abreu, ex-presidente da CNA, é citado como um dos nomes possíveis de indicação para o Ministério da Agricultura. Se isso for confirmado, os produtores tendem a ter políticas amigáveis. A senadora fez uma oposição forte à presidente Dilma Rousseff no passado, mas virou aliada de última hora na campanha presidencial da situacionista.
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Em termos de perspectivas para os Estados Unidos, o cientista político Paulo Moura acredita que não devem haver grandes mudanças. “Os EUA não são uma prioridade para este governo. A prioridade diplomática são os países do Mercosul, alguns países africanos e eventualmente o Oriente Médio. Eu só vejo um cenário diferente se a economia americana tiver um forte crescimento e o Brasil o ver como caminho para sair da recessão [comercializando bens com os americanos”, disse o professor.
Moura afirma não acreditar em confrontação com o setor rural ou mais intervencionismo. “O agronegócio tem sido a locomotiva da nossa economia. Não seria inteligente intervir mais nele. Ela [Dilma] terá de fazer a economia crescer. O que veremos será mais do mesmo”, concluiu.























