Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Exportação

Brasil procura empresas a fim de garantir bens básicos à Venezuela

Crise no país vizinho pode favorecer exportações de frigoríficos nacionais.

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Brasil procura empresas a fim de garantir bens básicos à Venezuela

A pedido da Venezuela, o governo brasileiro tem procurado empresas brasileiras para ajudar a garantir fornecimento de produtos básicos contra a grave crise econômica no país vizinho.

A solicitação foi reforçada pelo presidente Nicolás Maduro em pelo menos dois encontros com Dilma Rousseff, em dezembro de 2014 e um dia após a posse da brasileira, em 2 de janeiro.

O esforço brasileiro antecipa o que a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) pretende fazer nos próximos meses.

No início de março, o bloco anunciou a criação de “redes regionais de apoio” para a distribuição de produtos básicos para a Venezuela.

Um dos planos é justamente aumentar exportações para o país, que sofre uma crise de desabastecimento e com a desvalorização do petróleo, sua principal fonte de renda.

O Ministério da Saúde confirmou à Folha que, após o pedido do governo venezuelano, “proporcionou um encontro” de uma equipe técnica do país com produtores nacionais da indústria farmacêutica.

O grupo Eurofarma, que confirma o ingresso no país como parte de sua expansão na América Latina, teve um encontro em dezembro com a então ministra da Saúde venezuelana, Nancy Sierra.

“A Venezuela responde por 12% do varejo farmacêutico na região”, afirma a Eurofarma, em nota, acrescentando que ainda estuda a melhor forma de entrar no país, seja, por exemplo, com parcerias com empresas locais ou aquisição de empresas ou linhas de produtos. “A avaliação inclui análises socioeconômicas, de práticas comerciais e ambiente político e regulatório.”

A Eurofarma é um exemplo do único grupo de empresas brasileiras que ainda veem oportunidades na Venezuela por conta do desabastecimento no país vizinho: os exportadores de produtos básicos.

Nos dois primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras registraram seu pior resultado desde 2005 -o que levou, em fevereiro, o superavit com a Venezuela ao pior índice em 11 anos.

Mesmo diante desse cenário, o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Antônio Jorge Camardelli, destaca a demanda por alimentos na Venezuela.

“A despeito de qualquer tipo de crise, o alimento é certamente o carro-chefe da política de governo, e a carne bovina inevitavelmente está nessa linha, pela dificuldade de produção”, diz.

Apesar de afirmar não ter sido procurado pelo governo brasileiro sobre exportações para a Venezuela, o frigorífico JBS reconhece a oportunidade de negócios no país mesmo em meio à crise. Segundo sua assessoria, até os atrasos “que eram comuns já quase não existem”.

MERCADO AGONIZANTE

O mesmo otimismo contido não se vê entre empresas que trabalham com produtos não considerados de primeira necessidade. A Steck, que exporta equipamento elétrico de proteção, por exemplo, se diz em “stand by” diante de um “mercado agonizante”. A empresa suspendeu as exportações e tenta até hoje reaver 40% do valor que deveria ter recebido dos importadores desde 2011.

“O governo faz um filtro. Para comida e remédio, o empresário [venezuelano] vai ter acesso a dólares para seguir importando. O que sai desse escopo se torna supérfluo”, diz o gerente de exportação da Steck, Vinícius Gibrail.

O Itamaraty vem advertindo empresas brasileiras sobre a escassez dos dólares no país e recomendando que recorram a mecanismos alternativos, como pagamentos em moeda local ou transações dentro da mesma empresa.

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