Setor de proteína animal é um dos menos afetados pela fraca economia brasileira, já que tende a se beneficiar do real desvalorizado nas receitas com exportações, segundo análise.
Exportadores de proteínas sofrem menos com fraca economia brasileira, diz Moody’s

O setor de proteína animal é um dos menos afetados pela fraca economia brasileira, já que tende a se beneficiar do real desvalorizado nas receitas com exportações, segundo análise da agência de classificação de risco Moody’s Investors Service divulgada na terça-feira (06/10). Em relatório, analistas da Moody’s destacaram que a deteriorante posição fiscal do Brasil, a instabilidade política e a investigação Lava Jato continuarão afetando negativamente a qualidade de crédito das empresas emissoras de dívida, e a atividade econômica do país deverá contrair-se 3% em 2015 e 1% em 2016. Apesar desse cenário, a Moody’s avalia que alguns setores serão menos afetados negativamente.
“Exportadores de proteína e de produtos de papel e celulose se beneficiarão do real desvalorizado, o que se traduzirá em aumento das receitas em moeda local para suas exportações”, disse a Moody’s. Por outro lado, inflação, desemprego e deterioração da confiança do consumidor irão reduzir a capacidade das processadoras de proteína animal em repassar aumentos de custos aos consumidores no mercado doméstico, segundo a Moody’s. Mas a agência acrescentou que processadoras de proteína animal deverão ter suas margens de lucro protegidas diante do desempenho nas vendas externas, principalmente de frango e carne suína.
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