Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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CNA contesta o aumento de tributo sobre a produção

Para o presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner, a medida pode ser considerada como “um vírus que vai se espalhar para todo o país.

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O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou nesta terça-feira (16/02) que a decisão do governo do Estado de Goiás de cobrar ICMS nas operações de processamento e comercialização da soja e o milho é “o início de um movimento que poderá levar à taxação de toda a cadeia de produtos da agropecuária brasileira, numa ação capaz de inviabilizar o segmento que sustenta a economia do país, garante emprego no campo e garante superávits crescentes na balança comercial”.

A manifestação do presidente da CNA ocorreu durante reunião realizada na sede da instituição, na qual estiveram presentes líderes da agropecuária brasileira, entidades exportadoras do setor e vários presidentes das federações estaduais de agricultura. Martins destacou ainda que a medida do governo goiano poderá provocar um efeito cascata e ser adotada por diversos estados com “o objetivo único de cobrir déficits de orçamentos mal direcionados”.

Para o presidente da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás (FAEG), José Mário Schreiner, a medida pode ser considerada como “um vírus que vai se espalhar para todo o país, prejudicando o setor agropecuário, aumentando custos, reduzindo a competitividade do agricultor brasileiro e gerando mais desemprego”.  Segundo ele, faltou sensibilidade e discernimento do poder público que, ao adotar uma medida desse porte, poderá “simplesmente arrebentar com o segmento agropecuário e limitar o desempenho do setor, aprofundando a recessão econômica”.

Decisão equivocada – As críticas da CNA, e várias entidades representativas do setor agropecuário, dizem respeito a uma decisão tomada pelo governo de Goiás, o Decreto 8.548, de 29 de janeiro deste ano, norma que alterou o Código Tributário do Estado em relação ao recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), nas operações de processamento e comercialização de soja e milho em solo goiano. Para José Mário a decisão tem objetivo específico de aumentar a receita do Estado, que enfrenta graves dificuldades de caixa, “em detrimento de outras opções, mais racionais, como o corte de despesas”.  É preciso entender, segundo ele, que o Brasil já possui um das cargas tributárias mais elevadas do mundo – algo como 40% do Produto Interno Bruto (PIB) -, “sendo impossível para a sociedade e o setor produtivo como um todo suportar mais esse sacrifício”.

Durante a reunião ficou decidido que a CNA irá liderar um movimento nacional de esclarecimento junto à população sobre os aspectos negativos para o setor do agronegócio com a elevação da carga tributária em cima do setor. As consequências, no entender da CNA, vão desde a retração do único segmento da economia brasileira que apresenta crescimento, até a perda de empregos no campo, além de afetar os elevados índices atuais de produtividade da agricultura.
Contrários à medida de tributação das exportações agropecuárias estão entidades como a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) , Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-Brasil) e da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), dentre outras.

A CNA está coordenando vários estudos sobre as consequências danosas da medida sobre o setor.  Vão ser analisadas as medidas judiciais cabíveis contra o decreto. José Mário concluiu dizendo que estão “querendo importar da Argentina um modelo que não deu certo e prejudicou o produtor”.

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