O documento prevê um limite de R$ 2 milhões por beneficiário e prazo de reembolso de até três anos, incluídos até 24 meses de carência.
CNA e ABCS pedem crédito emergencial para produtores de suínos

Diante do aumento dos custos com ração – milho e soja – e a redução da demanda pelo consumo de carne suína, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), encaminhou ofício, ao Ministério da Fazenda, solicitando a retomada da linha de crédito emergencial para a retenção de matrizes suínas. O documento prevê um limite de R$ 2 milhões por beneficiário e prazo de reembolso de até três anos, incluídos até 24 meses de carência. “A concessão do crédito evitará o abate das matrizes suínas e, consequentemente, a perda de produção”, afirmou o Coordenador de Produção Animal da CNA, Juliano Hoffmann.
A ração, principal componente dos custos de produção, tem apresentado aumento por conta dos altos níveis de cotação do milho e da soja. Segundo Juliano, o alto custo, somado à perda de poder aquisitivo do consumidor brasileiro, representará prejuízos para o suinocultor. “Todo esse cenário pode gerar impactos na saúde financeira do suinocultor já nos próximos meses e a linha de crédito formará parte do capital de giro necessário ao amparo do produtor”, explicou Hoffmann.
O documento aguarda o parecer do Ministério da Fazenda e embasará apenas o mecanismo de crédito para retenção de matrizes suínas, apesar de existirem outras medidas necessárias para a regulação do mercado. “Percebemos a necessidade de retomar a linha de crédito emergencial, pois ela poderá auxiliar efetivamente os suinocultores independentes (ciclo completo) e Unidades Produtoras de Leitões (UP)”.
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A previsão da CNA e da ABCS é que a concessão da linha de crédito deva ser adicional ao previsto no Manual de Crédito Rural, com disponibilidade até o final do ano agrícola 2016/2017. Para o coordenador, a “operacionalização antecipada à crise da linha de crédito para a retenção de matrizes evitará o endividamento dos produtores com os bancos”.























