O provável monopólio que resultará na união entre as duas maiores fabricantes de carnes congeladas, massas, pratos prontos e apresuntados do País não significa, necessariamente, perdas ao consumidor.
Para Fipe, preços serão mantidos com compra da Perdigão pela Sadia
Redação (18/07/06)- A opinião geral entre os representantes do varejo é de que a eventual compra da Perdigão pela Sadia levará a uma redução do poder de barganha dos varejistas na hora da compra. Isso poderia significar, ao consumidor final, aumento de preços dos alimentos. Mas o provável monopólio que resultará na união entre as duas maiores fabricantes de carnes congeladas, massas, pratos prontos e apresuntados do País não significa, necessariamente, perdas ao consumidor. Em outras palavras, segundo o professor Paulo Picchetti, coordenador do IPC da Fipe, é muito difícil saber se os preços desses alimentos vão subir para o varejo e para o consumidor final, afetando a inflação. “Mesmo que o preço de alguns produtos varie, é errado e leviano falar agora em impacto na inflação”, disse o economista. Picchetti considera que até poderia haver uma alta nos preços num primeiro momento, mas esse aumento também poderá recuar. Isso porque, explica, o comprador pode tomar uma decisão racional de não elevar preços e ganhar mais em escala e custos. “Antes de qualquer conclusão, é fundamental analisarmos o processo de custos da nova empresa. Pode até haver redução de preços com mudanças de escala”, afirmou. Normalmente, ressaltou Picchetti, os modelos de simulação da teoria econômica para analisar fusões e aquisições levam em conta a elasticidade da demanda, as fatias de mercado da nova empresa, o peso de cada produto nos índices inflacionários e a variação do preços sobre isso. Dados ainda não estão disponíveis o que impede, pelo menos por enquanto, qualquer projeção sobre o impacto da operação nos preços. No Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), o item alimentação tem um peso de 22%. As carnes bovinas, 2,52%; as massas, 0,6%; e as aves, 0,94%.
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