A Dânica, fabricante de câmaras frigoríficas para o setor de agronegócios e de salas limpas para a indústria farmacêutica, investirá cerca de R$ 23 milhões em 2007 na expansão dos negócios.
Dânica diversifica e cresce no exterior
Redação (04/04/07) – A empresa, de Joinville, está concluindo fábrica no Centro-Oeste, construindo uma unidade no México para atender os Estados Unidos, e vai investir em uma parceria com a norueguesa Norac, para fabricar painéis internos para embarcações, entrando em um novo segmento no Brasil.
A empresa brasileira, comandada por dinamarqueses, está expandindo suas operações para demais países da América, dando seqüência ao projeto de internacionalização que iniciou em 2004. Depois de estabelecer fábrica em países como Chile, Peru e Argentina, agora vai para o México, onde acessará o mercado americano de salas limpas, com investimentos de aproximadamente R$ 3 milhões.
Rodnei Fenili, diretor superintendente, diz que a empresa vê esse segmento como o de maior valor agregado, no qual tem mais facilidade de crescer também na América Central, onde muitas farmacêuticas instalaram fábricas por conta de incentivos fiscais. As salas limpas são áreas que precisam de isolamento para redução de riscos inerentes a contaminação de ambientes que exigem padrões de controle bacteriano e assepsia, usadas nas indústrias de alimentos, farmacêuticas e de eletrônicos.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura
A empresa, com faturamento de R$ 200 milhões em 2006 e previsão de crescimento de 12% em 2007, está direcionando os negócios principalmente para salas limpas. O segmento respondia por 3% do faturamento em 2004 e atualmente responde por 15%.
No Brasil, os novos investimentos estarão também nas áreas de câmaras frigoríficas e de navios. A empresa programa R$ 10 milhões para uma unidade em Lucas do Rio Verde (MT), seguindo a instalação da Sadia no Centro-Oeste e de olho no crescimento de aviários, possíveis clientes na área de painéis termoisolantes. A expansão da fábrica de Joinville em 3 mil metros quadrados de área receberá investimentos de mais R$ 8 milhões. Além disso, a empresa fará uma joint venture com a Norac, para fabricar a parte interior de navios, com investimentos de R$ 1,5 milhão na importação de equipamentos.
Fenili está otimista tanto com o segmento de navios de cruzeiros quanto com o de navios mercantis, motivado por projetos de construção de cerca de 100 navios nos próximos quatro anos. O escritório da joint venture será no Rio de Janeiro, principal estado em estaleiros, mas a construção se dará na unidade de Joinville.
A Dânica foi criada em 1998, mas sua história começa bem antes, quando ainda fazia parte do grupo Tupy. A Dânica é remanescente da Tupiniquim Plásticos, divisão de 1963 da Tupy para fabricação de isopor. Nos anos 70, começou a construção de grandes câmaras, desenvolvidas principalmente depois da compra de tecnologia sueca para ser usada como termoisolantes. Depois de uma divisão interna da Tupiniquim em 1989, a área de termoisolantes ganhou vida própria e tornou-se a Tupy Isolamentos.
Anos depois, a Tupy Isolamentos foi vendida para o grupo Sabroe, fabricante dinamarquês de compressores, que depois foi vendido para o grupo York, e este vendeu os segmentos que não eram seu carro-chefe, entre eles a área de termoisolantes. Em 1998, um ex-diretor do grupo York no Brasil, Per Barke Nevermann, adquiriu essa área e a transformou na Dânica.























