O grupo francês Ceva pagou pouco mais de US$ 100 milhões para comprar a Vetbrands Saúde Animal, fabricante de medicamentos e vacinas veterinárias, das mãos do fundo de private equity brasileiro Axxon.
Grupo francês Ceva compra a Vetbrands por US$ 100 milhões
Redação (10/07/07) – A Ceva, que é a décima maior farmacêutica veterinária do mundo, já atua no país focada nos segmentos de aves e suínos. A Vetbrands é especializada em bovinos, cães e gatos. "As atividades das duas empresas são bastante complementares", comenta José Augusto de Carvalho, um dos sócios do Axxon.
A união das duas operações criará a 9ª maior empresa de medicamentos e vacinas veterinárias do país (a Vetbrands ocupava sozinha a 12ª posição do ranking), de acordo com Carvalho.
A Vetbrands foi criada em 2002, quando o fundo Axxon adquiriu a divisão de saúde animal da Purina e também o laboratório que terceirizava a produção da Purina. "Fundimos as duas e criamos uma empresa completa", diz o executivo. De lá para cá, o faturamento da Vetbrands cresceu 60%, para US$ 32 milhões. E a lucratividade, de acordo com Carvalho, que não informa os números, avançou mais. Atualmente, a Vetbrands tem 140 funcionários e recentemente investiu R$ 13 milhões em sua segunda fábrica, em Paulínia (SP) e R$ 20 milhões para entrar no ramo de vacinas.
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O fundo Axxon foi aberto em 2001, com uma captação de US$ 80 milhões, dos quais US$ 40 milhões foram investidos em quatro negócios. Metade do dinheiro ainda está em caixa para novos negócios. Além da Vetbrands, o Axxon adquiriu participação minoritária na Lupatech, da qual saiu com a abertura de capital. Comprou também duas empresas de segurança que foram unidas na Instalarme, especializada no monitoramento de agências bancárias.
De acordo com Carvalho, há planos para captar um segundo fundo no início de 2008. "O difícil até hoje no Brasil era a saída dos investimentos de private equity. Agora que isso está acontecendo, há espaço para novas captações", comenta o executivo.
A Axxon só atua com investidores estrangeiros, principalmente instituições financeiras da Europa. Seu foco de atuação são empresas de pequeno e médio portes, com faturamento entre US$ 20 milhões e US$ 200 milhões. A preferência é por adquirir participações majoritárias, mas, em casos como o da Lupatech, investimentos minoritários também podem ser feitos.





















