Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Toyota investe em usina de etanol

Sudoeste de Goiás seria o local escolhido para o empreendimento.

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Redação (05/08/2008)- A Toyota Tsusho, trading da montadora japonesa, finaliza estudos para a construção de uma usina de etanol no sudoeste de Goiás. O projeto da Toyota será em parceria com a Petrobras e produtores de cana da região de Itumbiara, cidade onde a usina deverá ser construída.

"Estamos em fase final de viabilidade econômica desse projeto", disse Carlos Ogasawara, assessor da diretoria da trading japonesa. Procurada, a Petrobras confirmou interesse no projeto, mas não detalhou como serão feitos os investimentos.

Segundo Ogasawara, a Toyota e a Petrobras serão sócias de produtores de cana da região. "O projeto não sairia do papel se não achássemos os parceiros agrícolas. Mas já os encontramos e estamos em negociação", disse.

O Valor apurou que os investimentos na usina poderão chegar a US$ 200 milhões. O projeto prevê a moagem de cerca de 4 milhões de toneladas de cana. Toyota e Petrobras serão sócias minoritárias, com cerca de 20% de participação cada uma. Os parceiros agrícolas responderão pela fatia restante. No início de julho, a Petrobras confirmou um investimento desse porte com a japonesa Mitsui em uma usina em Itarumã, também em Goiás. A estatal pretende firmar sociedade com produtores em cerca de 20 projetos de usinas para exportar álcool para o Japão.

Goiás tem recebido pesados investimentos nesse segmento de grupos nacionais e, mais recentemente, de multinacionais. Segundo Luiz Medeiros, secretário de Indústria e Comércio do Estado, tem pesado na decisão desses grandes grupos a construção da ferrovia Norte-Sul, que ajudará a escoar a produção sucroalcooleira.

"A Toyota assinou há algum tempo protocolo de intenções para investir no Estado. Mas os investimentos dependeriam da solução logística", afirmou Medeiros. O Estado já tem licitado 500 quilômetros da ferrovia. "Até 2010 boa parte dela [Norte-Sul] estará em operação", disse.

Prestes a tirar da General Motors o posto de maior fabricante de veículos do mundo, a Toyota está em plena fase de maturação de ambicioso plano de investimentos em uma nova fábrica de automóveis no Brasil. Em meados do mês passado, a montadora confirmou a compra de um terreno em Sorocaba (SP), onde pretende construir uma fábrica de alto volume de produção de carros compactos daqui a três anos.

No mesmo estilo discreto, por meio do qual ganhou espaço no mercado mundial de veículos, a montadora prepara toda a cadeia que cerca o projeto de um novo modelo de carro – da rede de fornecedores de peças ao combustível mais adequado para a região.

Até hoje, a direção mundial da Toyota se mostrava distante do uso do etanol. Mas com a definição da nova fábrica brasileira, para a qual reserva um grande volume de recursos, ainda não detalhados, a empresa mostra interesse em explorar melhor o mercado dos combustíveis alternativos.

No fim do ano passado, Ryuji Yamaguchi, responsável geral pela área de projetos da companhia, disse em Nagoya, sede da Toyota, no Japão, que a empresa quer experimentar todo o tipo de energia alternativa. "Mas alguns tipos, como os biocombustíveis, são difíceis de usar porque há limitações. Somente mercados com estrutura de fornecimento, como o Brasil, podem usar o etanol ", destacou.

Os executivos da Toyota costumam defender a idéia de desenvolver o carro certo para cada mercado. O responsável pelas vendas na divisão Américas, Shunichi Nakanishi, também revelou na ocasião que o custo da importação do combustível brasileiro pelo Japão pode não compensar.

Para mercados com consumidores de maior poder aquisitivo, como Japão e Estados Unidos, a empresa continua empenhada no aperfeiçoamento dos modelos híbridos. A Toyota foi uma das primeiras a lançar carros híbridos, há dez anos, e hoje oferece oito modelos desse tipo de automóvel, que alterna o uso de baterias e gasolina. As vendas ainda se concentram nos mercados de países desenvolvidos. Trata-se de uma tecnologia ainda cara para mercados como os países da América do Sul.

Além do projeto de usina em Goiás, a montadora poderá investir em outras regiões do país. A trading poderá fazer parceria com as construtoras Odebrecht e Queiroz Galvão, além da Petrobras novamente e a trading japonesa Itochu em projetos de biocombustíveis na Bahia e Pernambuco.

Em nota divulgada pela Petrobras no mês passado, essas empresas assinaram memorando de entendimento que prevê estudos para avaliar o potencial "de produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e o biodiesel a partir de pinhão-manso, mamona e dendê" na região chamada de "Canal do Sertão Pernambucano". Segundo Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria de Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), esse projeto tem tudo para sair logo do papel.

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