Soja, milho e trigo: projeções indicam queda nos preços e mercado de olho no clima

Os preços da soja continuam a apresentar uma tendência de queda na bolsa de Chicago, influenciados por projeções favoráveis de produção. Na quinta-feira, os contratos da oleaginosa para novembro fecharam com uma queda de 0,54%, situando-se em US$ 10,1475 o bushel. Ana Luiza Lodi, analista de mercado da StoneX, destacou que esse movimento reflete um cenário de oferta abundante e uma demanda sem grandes surpresas, reforçando a pressão sobre os preços, mesmo com alguns problemas climáticos na safra brasileira.
A perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos em 2024/25 é um dos principais fatores que sustentam esse viés de baixa. O USDA estima uma produção de 124 milhões de toneladas, enquanto a StoneX projeta um volume ainda maior, de 125,5 milhões de toneladas. A produtividade também deve alcançar níveis históricos, com estimativas entre 3,58 e 3,6 toneladas por hectare.
No Brasil, embora o plantio esteja atrasado em algumas regiões, o cenário climático tende a melhorar nas próximas semanas, com chuvas mais regulares, o que pode compensar os atrasos iniciais. A atenção do mercado seguirá voltada para o desenvolvimento da safra brasileira, com a expectativa de uma oferta robusta.
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Milho
Os preços do milho também recuaram levemente em Chicago, com os contratos para dezembro fechando em queda de 0,59%, a US$ 4,1850 o bushel. Apesar dessa leve correção, as projeções otimistas para a produção nos EUA deixam pouco espaço para oscilações positivas no curto prazo. Lodi observou que a produção de milho deve ser robusta, embora inferior à safra recorde de 2023/24, com estoques elevados no país.
No Brasil, a questão climática segue no radar, já que o atraso no plantio da soja pode encurtar a janela para o milho safrinha, elevando os riscos para a produção, que deve ocorrer antes do início da estação seca, prevista para maio.
Trigo
Diferente da soja e do milho, os preços futuros do trigo subiram em Chicago, com os contratos para dezembro registrando alta de 0,79%, para US$ 6,0375 o bushel. As preocupações com a oferta no Hemisfério Norte, particularmente na Rússia, que está em fase inicial de plantio da safra de inverno, sustentam os preços. Há especulações de que o país poderá restringir exportações no próximo ano, caso a oferta seja menor do que o esperado, o que pode manter o mercado de trigo em um balanço mais apertado entre oferta e demanda, com potencial para preços mais elevados no médio prazo.























