Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 151,92 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,39 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,88 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 146,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 136,13 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,67 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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SLC investe em novas terras para crescer

Empresa vai adquirir fazenda e arrendar áreas no CO e NO para ampliar a sua produção de grãos.

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Da Redação 20/06/2005 – Uma das maiores produtoras brasileiras de grãos, a gaúcha SLC Agrícola adotou uma nova estratégia para alcançar a meta de elevar de 102 mil para 150 mil hectares a área plantada e de 400 mil para 600 mil toneladas a produção de soja, milho, algodão e café até 2010. A empresa pretende adquirir uma nova fazenda, com cerca de 20 mil hectares, mas também vai começar a arrendar terras próximas a algumas de suas sete propriedades atuais no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Maranhão. Segundo Eduardo Logemann, presidente do grupo SLC, o objetivo é reduzir custos, capital imobilizado e aproveitar as estruturas já implantadas.

A SLC Agrícola também fará os primeiros experimentos com soja transgênica na safra 2005/06 e espera da liberação do algodão modificado para adotar a cultura, que pode permitir reduções de custos de até 20%, diz o empresário, com base em estudos sobre lavouras nos Estados Unidos, Argentina e China. A empresa planeja ainda produzir, em prazo não determinado, álcool e açúcar a partir de lavouras próprias de cana-de-açúcar no Mato Grosso ou em Goiás.

“Em 2010, a meta da SLC Agrícola é faturar de US$ 250 milhões a US$ 300 milhões”, afirma o empresário. No ano passado, a receita foi de R$ 282,6 milhões, ou US$ 96,6 milhões, considerando o dólar médio do período. As lavouras de algodão responderam por 33% da produção total de 400 mil toneladas e por 63% das receitas, as de soja por 45% da colheita e 28% do faturamento. O restante dividiu-se entre milho, café e culturas menores como trigo, tomate, ervilha e girassol. Para este ano, a previsão de vendas é de R$ 330 milhões.

Na aquisição da nova fazenda, que ainda não tem um prazo definido mas deverá ficar em Goiás ou Mato Grosso, a SLC calcula investir US$ 40 milhões, sendo metade correspondente ao preço dos 20 mil hectares previstos e o restante à infra-estrutura, máquinas e equipamentos. Pelos arrendamentos, a previsão é pagar o equivalente a seis a sete sacas de soja por ano.

Conforme Logemann, o crescimento da área plantada até 2010 deve obedecer a mesma proporção registrada hoje. A soja ocupa a maior parte, com 55%, seguida pelo algodão (31%), milho (10%) e demais culturas (4%).

Com produtividades médias de 55 sacas por hectare nas lavouras de soja, de 131 sacas no milho e 222 arrobas para o algodão, ante as médias nacionais de 43 e 52 sacas e 184 arrobas, respectivamente, a SLC Agrícola nasceu no Rio Grande do Sul, mas vendeu a última das três fazendas locais no fim de 2002 porque eram inferiores a 2 mil hectares e partiu em busca de áreas maiores e clima melhor no Centro-Oeste e Nordeste. “Precisamos de no mínimo 13 a 14 mil hectares por fazenda”, diz Logemann.

Maior produtora de algodão do país, a SLC Agrícola é uma das cinco empresas do grupo SLC, que acaba de completar 60 anos. Além dela, há a SLC Alimentos, que beneficia e comercializa arroz e feijão, a Ferramentas Gerais, especializada na venda de ferramentas e equipamentos industriais, a SLC Comercial, revendedora de tratores e colheitadeiras John Deere, e ainda o Hotel Ouro Verde, em Horizontina (RS).

Em 2004, o conglomerado faturou R$ 1,2 bilhão, 20% mais que no ano anterior (cerca de US$ 410 milhões). Para 2005, a projeção é de uma receita de R$ 1,4 bilhão (US$ 540 milhões pelo dólar médio até agora). A previsão é atingir US$ 1,5 bilhão em 2010, sendo dois terços por conta da Ferramentas Gerais.

Para garantir os recursos necessários para bancar o crescimento, Logemann admite a possibilidade de abertura de capital do grupo ou de associação com parceiros estratégicos, mas afirma que não há nada definido a respeito.

Conforme o empresário, os planos de expansão incluem ainda a SLC Alimentos, que em 2004 comercializou 150 mil toneladas de arroz e feijão e faturou R$ 240 milhões. A empresa opera com unidades de beneficiamento arrendadas, tem centros de distribuição – alugados – em seis Estados (RS, SP, MT, PE, BA e CE) e pretende estender a rede a praticamente todas as capitais brasileiras, com investimentos de R$ 10 milhões por ano, para chegar a uma receita próxima dos US$ 300 milhões em 2010.

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