Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas

Milho transgênico, novo reino das múltis

O mercado de sementes de milho geneticamente modificado tende a ficar concentradas nas mãos de multinacionais.

Compartilhar essa notícia

Redação (19/10/06) – Diferentemente do que ocorreu no segmento de sementes transgênicas de soja, onde as vendas são realizadas principalmente por empresas nacionais, o mercado de sementes de milho geneticamente modificado tende a ficar concentradas nas mãos de multinacionais. Segundo José Roberto Perez, gerente-geral da Embrapa Transferência de Tecnologia, esses grupos detêm a tecnologia transgênica e preferem manter a exclusividade sobre os genes que desenvolveram.

“Quem já tem cultivares de milho e algodão transgênicos são as multinacionais, e elas dificultam a negociação para licenciar a tecnologia e permitir que outras empresas desenvolvam suas próprias cultivares”, afirma Perez. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) analisa a liberação comercial de variedades transgênicas de Bayer, Syngenta e Monsanto .

Ivo Carraro, presidente da Associação Brasileira dos Obtentores Vegetais (Braspov), diz que a demora da CTNBio para autorizar pesquisas de campo com milho transgênico desestimulou em parte a pesquisa no país. “Outra razão é comercial. As múltis querem assegurar uma fatia de mercado com antecedência”.

No caso da soja transgênica, 80% das vendas são feitas por brasileiras, segundo Iwao Miyamoto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) produziu 50% das sementes disponíveis para o ciclo 2006/07, ou 3,5 milhões de sacas. A Embrapa responde por 31% (2,2 milhões de sacas) e o volume restante é ofertado por Pioneer (da DuPont), Monsoy (da Monsanto), Fundação Centro de Experimentação e Pesquisa (Fundacep) e Fundação Mato Grosso (Fundação MT).

Na safra anterior, 60% das sementes foram produzidas pela Coodetec e 33% pela Embrapa. Gigantes como Dow Agrosciences e Syngenta Seeds ficaram fora do mercado. Não se pode esquecer que toda a venda de sementes transgênicas certificadas no país revertem em royalties para a Monsanto – única multinacional que conseguiu autorização da CTNBio para comercializar tecnologias transgênicas no país. E que situação semelhante ocorreu no algodão.

Até agora, a única tecnologia aprovada foi o algodão Bollgard, da Monsanto, resistente a insetos. Esta, por sua vez, possui um contrato de exclusividade com a Delta & Pine e, por isso, somente a MDM Sementes tem autorização para vender a variedade nesta safra. “Como a Monsanto comprou a Delta & Pine globalmente, a expectativa é que a empresa reveja essa cláusula e licencie para outras sementeiras”, avalia Carraro.

Para Perez, da Embrapa, preocupa o fato de as múltis já dominarem o mercado de sementes convencionais de milho e por cobrarem valores mais altos por seus produtos. Enquanto 1 quilo de semente de soja custa R$ 0,80 ao produtor, um quilo de milho híbrido é vendido a R$ 8. “O custo de produção de uma para outra não é tão diferente”, observa.

A Pioneer do Brasil iniciou este ano a venda de sementes transgênicas de soja e espera a liberação do milho da Monsanto para entrar no segmento. A empresa detém 8% do mercado de sementes de soja (convencionais e transgênicas) e 33% no caso do milho. “A tecnologia tem o seu valor. Para ter acesso é preciso negociar. Mas aos poucos as empresas estão se abrindo para o licenciamento, que é uma forma de ampliar os ganhos”, afirma Roberto de Rissi, diretor executivo da Pioneer Brasil.

 

Assuntos Relacionados
grãosinsumosmilho
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344