Concorrência das sementes ilegais leva sementeiras a prejuízo e a também optar por pirataria.
Gaúchos ameaçam com mais transgênico pirata
Redação (27/11/06) – O agricultor gaúcho pode estar fadado a continuar na ilegalidade do cultivo de transgênicos, apesar da permissão do plantio da semente desde 2005. Os vários anos de semeadura com produtos ilegais causou um prejuízo de cerca de R$ 50 milhões ao setor sementeiro legal do estado. Com isso, agora as próprias indústrias ameaçam não mais ofertar sementes certificadas, mantendo-se também na ilegalidade. Se isso ocorrer, o governo já anunciou que vai embargar os produtos dos sulistas. “É insustentável mantermos esses prejuízos”, diz Iwao Miamoto, presidente da Associação Brasileira de Mudas e Sementes (Abrasem). Nos últimos três anos, o governo permitiu a comercialização do grão plantado ilegalmente, o que provocou um encalhe das sementes certificadas.
Nesta safra, mesmo com o programa troca-troca – em que o produtor entrega a semente pirata e recebe uma certificada -, estima-se que sobre metade do ofertado pela indústria sementeira. Por isso, o presidente da Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), Narciso Barison, diz que as indústrias podem não registrar mais seus campos sementeiros – diminuindo seus custos, mas na ilegalidade. Além de ficar sem sementes certificadas, os produtores do Rio Grande do Sul poderão ter de pagar pelo contrabando. Representantes das indústrias da Argentina entraram em contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciando que estudam ações judiciais para cobrar o uso da tecnologia. As primeiras sementes contrabandeadas chegaram há cerca de oito anos. Os produtores alegam que não existe mais histórico sobre essa origem.
Leia também no Agrimídia:
- •Produção brasileira de DDG deve superar 15 milhões de toneladas até 2030
- •Área tratada com bioinsumos cresce 18,3% e atinge 46 milhões de hectares
- •Ciclone extratropical e onda de calor acima de 40 °C colocam o Brasil em alerta nos próximos dias
- •CNA e Embaixada de Singapura debatem ampliação do agro no Sudeste Asiático
























