A mobilização dos suinocultores que ocorreu na última sexta-feira, 23, já teve os primeiros efeitos. Por iniciativa do Deputado Federal, Valdir Colatto, presente no evento, está marcada para hoje, 28, uma reunião, as 18h, no Aspen Hotel em Chapecó.
Mobilização gera primeiras ações
Redação (28/03/07) – No encontro deverá estar presente o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel e presença certa do Diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Silvio Isopo. Estarão presentes também, além do presidente da ACCS, Wolmir de Souza, suinocultores independentes, proprietários de frigoríficos e empresários do ramo de grãos.
A ACCS estará propondo que a Conab intervenha no mercado, adquirindo o estoque de animais dos suinocultores independentes represados no campo, como forma de amenizar a crise. “Essa ação emergencial se faz necessária para que não seja decretada a falência da suinocultura catarinense”, ressalta Souza. A forma proposta pela ACCS é que o suinocultor receba o custo de produção conforme tabela da Embrapa, através dos frigoríficos e estes repassem a carcaça dos animais para a Conab, agregando seus custos e encargos. O custo de produção da Embrapa é de R$ 1,87 o kg do animal vivo, e com os custos de abate o valor final da carcaça será de R$ 3,20.
A ACCS lembra que o número de suínos que estão nas propriedades é de aproximadamente de 30 mil cabeças e depois de abatidos, representam aproximadamente três mil toneladas de carne suína. Como a Conab, possui estoque de milho em diversas regiões do Estado e o produto é o insumo mais utilizado na alimentação dos suínos a intenção é que seja feita uma troca. “Como o Suíno não se enquadra na política de preço mínimo, há necessidade de se criar um mecanismo para absorver essa produção e tirar do mercado o excedente”, reforçou o presidente da ACCS. “Propomos que essa compra de carne suína pela Conab seja feita através de troca por milho, nos preços praticados atualmente, R$ 16,50”, finaliza.
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