Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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USDA acentua tendência de queda de grãos

Soja e milho encerraram os negócios em seus limites de baixa para uma única sessão e o trigo também teve retração acentuada.

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Redação (13/10/2008)- Em um cenário já atormentado pelas turbulências do mercado financeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) amplificou, na sexta-feira, a tendência de queda dos preços das commodities agrícolas. Soja e milho encerraram os negócios em seus limites de baixa para uma única sessão e o trigo também teve retração acentuada.

Os dados do relatório deste mês, que apontaram aumento de produção mundial das três commodities em relação à projeção apresentada em setembro – e, no caso de soja e trigo, ampliaram também a previsão dos estoques finais da safra 2008/09, devem reverberar até pelo menos o início do próximo ano. Tradicionalmente, o relatório de outubro traz dados que não sofrem alterações significativas até janeiro, o que faz com que, no mercado, se costume dizer que o USDA "grava em pedra" as projeções de outubro.

A soja teve uma surpresa especialmente baixista. Na contramão da estimativa feita por analistas antes da divulgação de seu conteúdo, o levantamento mostrou previsão de aumento na produção mundial da oleaginosa – a expectativa era de queda em relação aos dados do mês anterior. A produção esperada é de 239,43 milhões de toneladas, 0,6% acima da previsão anterior e mais de 8% maior que a safra 2007/08. Com uma leve redução da estimativa de consumo, para 235,19 milhões de toneladas, a safra 2008/09 deve registrar estoques finais de 55,24 milhões de toneladas.

"O relatório teve uma tendência baixista, mas não para isso que estamos vendo hoje [sexta-feira]. O mercado está com as atenções todas voltadas ao mercado financeiro", disse Renato Sayeg, analista da Tetras Corretora. "Isso tem ocorrido nos últimos 15 dias e deve durar pelo menos mais 30", avalia.

Na bolsa de Chicago, em uma semana marcada por grandes oscilações, os contratos de soja com vencimento em janeiro de 2009 recuaram o limite de 70 centavos de dólar, ou 7%, para US$ 9,2550 por bushel. Em três das cinco sessões da semana, a commodity subiu – nas outras duas, encerrou no limite de baixa de 70 cents. "Essa volatilidade, mais que qualquer outra coisa, é que impede a montagem de cenários futuros de preços", diz Sayeg.

O relatório previu que o Brasil não manterá a liderança nas exportações mundiais de soja em grão. A posição havia sido conquistada em junho, mas a diferença entre EUA e Brasil caiu gradativamente. Na nova projeção, as exportações brasileiras serão de 27 milhões de toneladas e as americanas, de 28,58 milhões.

Os contratos de milho que vencem em março de 2009 recuaram 30 centavos de dólar, ou 6,6%, para US$ 4,2575 por bushel. Como no caso da soja, o milho desceu ao seu limite de 30 cents em duas das cinco sessões da semana. O USDA aumentou a previsão da safra mundial e americana e também a dos estoques finais nos EUA.

"Os fundos ainda estão com posições relativamente grandes em commodities agrícolas. Eles têm sido forçado a liquidar contratos para cobrir perdas na bolsa ou os resgates dos cotistas", disse Vinicius Ito, analista da corretora Newedge, de Nova York. "Sem alternativa", como ilustrou Ito, o trigo também recuou na sexta-feira. Os contratos para março caíram 42,25 cents em Chicago, ou 6,7%, para US$ 5,8375 por bushel.

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