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Soja em baixa?

No Mato Grosso, produtores temem baixa rentabilidade da soja. Aprosoja preve super oferta mundial do produto.

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Com produção da soja lá em cima, insumos mais baratos e cotação do dólar instável, Aprosoja em Mato Grosso, prevendo a super oferta mundial do produto, está cada vez mais preocupada com a baixa rentabilidade na comercialização.

Os produtores de soja em Mato Grosso acreditam que estarão com problemas, caso a rentabilidade da soja – propiciada fundamentalmente pela desvalorização dólar, sofra mais retração.

A preocupação, externada através de um entrevista concedida pelo presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, Glauber Silveira, ao programa MT Rural, exibida no sábado (24/10) pela TV Centro América Cuiabá, retrata os rumos que atual safra está tomando.

Com notícias de super produções no mercado norte-americano e argentino, a safra brasileira, que teve segundo a Conab um crescimento de 2% na área plantada em relação à safra anterior, é passível também de sofrer uma desvalorização no mercado mundial.

Isso porêm, não retraiu o produtor nacional, que aproveitando-se dos baixos preços dos insumos investiu pesado na agricultura intensiva. Mas um cenário não tão otimista se aproxima da comercialização.

Segundo a Aprosoja informou à emissora afiliada da Rede Globo na capital de Mato Grosso, se o câmbio do dólar cair para 1,60 e a cotação da soja ficar abaixo de 10 dólares, a produção agrícola do principal produto da pauta de exportações do País estará com sérios problemas.

“Esperamos que isso não aconteça, que o câmbio continue no patamar de 1,80, e que a soja permaneça acima de 10 dólares”, deseja o representante máximo da categoria.

Para isso a entidade reivindica, segundo a entrevista, que o governo regule a entrada de dólares no País, pois esse investimento especulativo, segundo Glauber, “prejudica muito o setor de exportação”.

Sendo assim, o presidente da entidade acredita que o produtor matogrossense tenha condições de comercializar sua produção “a um preço melhor, em torno de 26, 27 reais a saca”.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a safra 2009/2010 tenha se aproximado da metade.

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