Plantio nos Estados Unidos faz soja subir na bolsa de Chicago. Área da oleaginosa plantada no país deve cair.
Soja registra alta

A expectativa de que a soja perca área plantada para milho e algodão nos Estados Unidos na safra 2011/12, cujo plantio terá início nos próximos meses, impulsionou os preços da oleaginosa e derrubou as cotações do cereal ontem na bolsa de Chicago.
Ainda que essa tendência já esteja sendo cantada em verso e prosa há meses por consultorias privadas, os traders voltaram a recorrer a ela ontem para ajustar posições por causa de levantamento oficial sobre plantio nos EUA que será divulgado hoje.
Pesquisa realizada pela agência Dow Jones aponta que a área plantada de soja deverá recuar 0,6% no país em relação ao total apurado em 2010/11. Já a área de milho, segundo a mesma pesquisa, deverá aumentar 3,9%.
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Em Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho – que ocupam a segunda posição de entrega, normalmente a de maior liquidez – fecharam a US$ 13,8275 por bushel, ganho de 10,50 centavos de dólar. Cálculos do Valor Data apontam que a variação positiva acumulada da segunda posição em 12 meses alcançou, com a alta, 40,99%.
No caso do milho, a segunda posição (julho) registrou queda de 7,75 centavos de dólar e encerrou a sessão a US$ 6,71 por bushel. Apesar da desvalorização, a alta acumulada em 12 meses é de 83,33%, de acordo com o Valor Data. O trigo também caiu em Chicago ontem, sob a influência do USDA e da redução da demanda no Japão.
Na bolsa de Nova York, o algodão também perdeu valor em virtude das expectativas em torno do plantio nos EUA, mas também chamou a atenção dos mercados a notícia de que o governo da China vai iniciar, neste ano, um programa de compra e estocagem do produto. A ideia do governo chinês é fortalecer a produção doméstica, já que no mercado internacional as cotações do produto continuam nas alturas.





















