Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,79 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,47 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,42 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,97 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.291,22 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 199,06 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 171,38 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx
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Milho já rende 40% mais que soja no RS

Para produtor gaúcho, preços, clima, potencial de exportações e alta produtividade tornam milho a opção mais atrativa.

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Milho já rende 40% mais que soja no RS

A rentabilidade do milho já é 40% maior do que a da soja no Rio Grande do Sul, o que faz da cultura a mais atrativa na região, segundo Mauro Costa Beber. O produtor estava há oito safras sem plantar milho, mas apostou na maior lucratividade do cereal e comemora a recuperação do mercado. E, segundo a Abramilho, o estado já recuperou a área de milho que vinha perdendo espaço nos anos anteriores.

“Os preços estão muito atrativos, mesmo comparando com a soja, que é a cultura que compete com o milho no Rio Grande do Sul. O milho tem liquidez, pode ser exportado”, conta o produtor de Condor. Segundo ele, o milho está com um potencial produtivo muito alto, quase o dobro de dez anos atrás. “Na nossa região, nos últimos anos, a média de produtividade aumentou muito. Há propriedades em que mesmo lavouras de sequeiro, sem irrigação, estão produzindo mais de 150 sacas por hectare nos últimos anos”.

Ele lembra que o clima na região também tem se mostrado mais propício ao milho. “Aqui no norte do estado, as chuvas têm sido regulares na primavera e temos registrado muitos veranicos no final de fevereiro e em março, favorecendo o milho e prejudicando a soja”.

A possibilidade de fazer safrinha depois da colheita também motiva o plantio. Também a rotação de culturas permite uso de defensivos diferentes entre elas. “Estamos com problema de ervas daninhas resistentes aos herbicidas usados para a cultura da soja. Na milhocultura podemos usar herbicidas de princípio ativo diferente dos usados na soja, eliminando essas ervas daninhas invasoras”. Ele ainda destaca os avanços tecnológicos nas colheitadeiras e a prevalência do milho resistente a insetos.

No passado recente, milho era desestimulante

As oito safras sem plantar milho foram reflexos de preços baixos, custos elevados, poucos estímulos e dificuldade de escoamento. Mas, segundo Beber, esse cenário é passado. “Era difícil conseguir o seguro da lavoura, pois quem financiava com seguro pró-agro, como nós, tinha um limite por CPF a um valor anual. Este valor nós costumávamos usar na cultura de trigo, mas agora podemos financiar tanto o trigo quanto o milho com o pró-agro”, afirma o produtor. “A dificuldade de comercialização também era grande. O milho não tinha liquidez. Não tinha garantia de um preço remunerador. Não era exportado. Mas tudo isso é passado.”

Mas ainda há espaço para crescer mais

O entusiasmo com os resultados do milho também ajuda a pensar no futuro da cultura. O mais importante, para Beber, é ter a garantia de renda. “Para isso temos que estar organizados, com entidades que nos representem e defendam nossos interesses junto ao governo estadual, federal e até junto à OMC, pois também exportamos”.

“No Rio Grande do Sul há um grande potencial de irrigação de lavouras, esse é o desafio para crescer a área e a produtividade no estado. Temos água em abundância e perdemos muito com estiagens, mas isso pode ser mudado. Precisamos avançar”, diz Beber.

Em relação às exportações, o potencial produtivo gaúcho é ainda maior. “Temos que produzir mais, e então pensamos em exportar o excedente, em produzir etanol. O Rio Grande do Sul importa etanol de outros estados a custos altos, mas isso pode não ser necessário em alguns anos”.

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