Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Pragas no Brasil

Brasil corre risco ‘iminente’ de invasão de 155 pragas exóticas agrícolas inéditas originárias de países vizinhos.

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O Brasil corre “risco iminente” de ter seu território invadido por 155 tipos inéditos de pragas agrícolas originárias de países vizinhos. O governo está preocupado com uma eventual infestação. Existem mais de 450 espécies nos países da América do Sul que não são encontradas aqui. A fronteira mais sensível é o Norte do país.

“O problema da invasão de pragas, além da perda dos alimentos e da provável destruição das árvores, é a restrição comercial que o local pode sofrer. Por exemplo, o Estado de Roraima com uma invasão da mosca-da-carambola”, disse, na terça-feira, o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Cósam de Carvalho Coutinho, em audiência pública na Câmara dos Deputados. Após entrar no país, a forma de contágio para outras regiões do Brasil é rápida e os prejuízos são “grandes e demorados”, disse ele.

O governo busca evitar riscos de imposição de embargos internacionais a produtos brasileiros. O custo total dessas possíveis novas pragas é incerto, mas apenas a mosca-da-carambola pode significar perdas de US$ 150 milhões ao segmento de fruticultura, segundo cálculo do Departamento de Sanidade Vegetal. A praga chegou ao país em 2009 e ficou restrita a alguns Estados do Norte. O governo estima gastar R$ 6 milhões para tentar a erradicação da mosca em 2011. A praga afeta principalmente as culturas de manga, goiaba, acerola, caju, tomate e carambola.

A mosca-da-carambola é considerada uma das piores moléstias para a fruticultura. O inseto coloca ovos nos frutos, que se transformam em larvas e danificam a fruta. Uma mosca coloca em média de 10 a 12 ovos por dia durante a vida, cuja duração chega a 126 dias.

“Toda a produção agrícola corre o risco se as pragas entrarem. Essas pragas são nocivas a quase todas nossas culturas”, disse o diretor Operacional da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Sálvio Carlos Freire da Silva.

O orçamento do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura é considerado insuficiente para que o trabalho de prevenção e eliminação seja feito de forma ideal, segundo o diretor de Sanidade Vegetal. Em 2009, o orçamento somou quase R$ 40 milhões para cobrir todos os gastos do departamento.

Neste ano, o valor subiu a R$ 50 milhões. Para driblar a escassez de recursos, são realizados convênios estaduais e o ministério banca os custos de campanhas nacionais. “O valor não é pouco, mas é insuficiente. Afinal, temos que cobrir todas as despesas com esses recursos”, disse Coutinho.

Após anos com a produção embargada por causa da infestação da mosca-da-carambola, o sul de Roraima terá retirada, ainda em julho, a barreira fitossanitária imposta para evitar a disseminação da moléstia. O diretor do Ministério da Agricultura relatou um exemplo de “contágio” pela mosca no Norte do país. No município de Normandia (RR), a fronteira é delineada por um rio que separa o Brasil da Guiana Francesa.

Na época de seca, o rio Tacutu, de só 100 metros de largura, permite o trânsito de pessoas à pé entre os dois países. A circulação, diz Coutinho, favorece o transporte de pragas, opinião compartilhada pelo deputado Raul Lima (PP-RR).

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