Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 62,97 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,65 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 132,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,59 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,28 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,70 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,86 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,03 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,16 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 159,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 170,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 165,76 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.377,38 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.333,74 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 176,23 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 149,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,12 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 175,63 / cx
Destaque Todas Páginas
Insumos

Brasil terá maior fatia do aumento do comércio de soja até 2021/22, diz USDA

País deverá responder por mais de 65% do aumento do comércio global de soja até o fim da próxima década.

Compartilhar essa notícia
Brasil terá maior fatia do aumento do comércio de soja até 2021/22, diz USDA

O Brasil deverá responder por mais de 65% do aumento do comércio global de soja até o fim da próxima década e isolar-se como maior exportador mundial da commodity. Essa é uma das sinalizações de um relatório divulgado nessa semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com projeções sobre o setor para os próximos dez anos.

De acordo com o relatório, as exportações mundiais de soja deverão aumentar 48,7%, para 137,4 milhões de toneladas, até a temporada 2021/22. Na última safra, os embarques somaram 92,4 milhões de toneladas.

O Brasil deverá chegar a 2021/22 com uma exportação anual de 59,2 milhões de toneladas, quase o dobro das 30 milhões registradas no ciclo 2010/11. Com isso, a fatia do país no comércio da oleaginosa deverá saltar de 32% para mais de 43% na mesma comparação. Já os Estados Unidos, que na safra passada abocanharam 44,2% do mercado, verão sua participação minguar para 31,6%.

Na outra ponta, as importações chinesas deverão continuar a crescer de modo acelerado. Ao todo, os desembarques do grão deverão subir de 52,3 milhões, na safra passada, para 90 milhões de toneladas. Isso corresponde a nada menos que 83% de todo o aumento das importações mundiais esperados até 2021/22.

“Nos próximos anos, a China terá de tomar algumas decisões políticas a respeito da opção entre produzir e importar milho e soja. [Nossas] projeções pressupõem que essas políticas vão perseguir um aumento da produção de milho, permitindo que as importações de soja cresçam livremente”, avalia o USDA.

Se as indicações estiverem corretas, a China será responsável por mais de 65% das importações mundiais de soja em 2021/22, ante cerca de 56% na safra passada. Ou seja, o comércio mundial de soja será, cada vez mais, um jogo entre a China e o Brasil.

Em contrapartida, o Brasil deverá ter uma participação tímida no aumento do comércio global de milho nos próximos anos.

Até 2021/22, as exportações globais do grão deverão saltar 45%, de 90,5 milhões para 131,3 milhões. Os Estados Unidos deverão responder por 36,7% desse aumento, acompanhados pelo grupo dos países pertencentes à ex-União Soviética – sobretudo a Ucrânia – (29,9%) e a Argentina (18,8%). Segundo o USDA, o Brasil deverá participar com apenas 11,5% da expansão. Suas exportações deverão aumentar 52,2%, de 9 milhões para 13,7 milhões de toneladas- apenas o suficiente para manter a atual fatia de mercado, de aproximadamente 10%.

O USDA projetou, ainda, que os preços agrícolas internacionais deverão se manter acima dos patamares pré-2006, quando começaram a subir de maneira mais acentuada até atingir máximas históricas. Segundo o órgão, o aumento da demanda por grãos, oleaginosas e carnes nos países em desenvolvimento, a contínua depreciação do dólar, os altos custos com energia e o aumento na produção de biocombustíveis deverão sustentar os preços em patamares elevados.

As restrições ao aumento da oferta também contribuem para a manutenção dos preços em níveis elevados. “A produção agrícola cresce em resposta aos preços altos e à melhora tecnológica, mas uma série de fatores devem reduzir o ritmo de crescimento da produção. Muitos países têm limitações para expandir a área de plantio, e o aumento ocorre em terras menos produtivas. Além disso, o ritmo de crescimento da produtividade média vem caindo ao longo das últimas duas décadas, em parte por causa da redução dos recursos para pesquisa e desenvolvimento”, pondera o órgão americano.

O USDA chama a atenção, ainda, para o crescimento da África e do Oriente Médio no comércio global de alimentos. De acordo com o órgão, esta é a região onde o consumo de aves e carnes vermelhas deverá registrar o crescimento mais expressivo. “Até o fim do período analisado, os países da África e do Oriente Médio devem responder por metade das importações de aves e 22% das importações de carne bovina”. A região deverá responder ainda por 48% do aumento nas importações globais de trigo, 48% nas de arroz e 39% nas de óleo de soja.

O órgão afirma que exportadores agrícolas tradicionais, como Argentina, Austrália, Canadá, União Europeia e Estados Unidos, continuarão a ter um papel importante no comércio global de alimentos, mas deverão perder cada vez mais espaço para países que fizeram investimentos pesados no setor, como Brasil, Ucrânia e Cazaquistão.

Assuntos Relacionados
Brasilcomércioproduçãosoja
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 62,97
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 124,65
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 132,84
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,59
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,28
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,95
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,70
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 4,86
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,03
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 156,16
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 159,12
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 170,66
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 178,39
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 148,81
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 165,76
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,28
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.377,38
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.333,74
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 176,23
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 149,13
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,12
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 175,63
    cx

Relacionados

SI – Edição 329
AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327