Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Brasil terá maior fatia do aumento do comércio de soja até 2021/22, diz USDA

País deverá responder por mais de 65% do aumento do comércio global de soja até o fim da próxima década.

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Brasil terá maior fatia do aumento do comércio de soja até 2021/22, diz USDA

O Brasil deverá responder por mais de 65% do aumento do comércio global de soja até o fim da próxima década e isolar-se como maior exportador mundial da commodity. Essa é uma das sinalizações de um relatório divulgado nessa semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com projeções sobre o setor para os próximos dez anos.

De acordo com o relatório, as exportações mundiais de soja deverão aumentar 48,7%, para 137,4 milhões de toneladas, até a temporada 2021/22. Na última safra, os embarques somaram 92,4 milhões de toneladas.

O Brasil deverá chegar a 2021/22 com uma exportação anual de 59,2 milhões de toneladas, quase o dobro das 30 milhões registradas no ciclo 2010/11. Com isso, a fatia do país no comércio da oleaginosa deverá saltar de 32% para mais de 43% na mesma comparação. Já os Estados Unidos, que na safra passada abocanharam 44,2% do mercado, verão sua participação minguar para 31,6%.

Na outra ponta, as importações chinesas deverão continuar a crescer de modo acelerado. Ao todo, os desembarques do grão deverão subir de 52,3 milhões, na safra passada, para 90 milhões de toneladas. Isso corresponde a nada menos que 83% de todo o aumento das importações mundiais esperados até 2021/22.

“Nos próximos anos, a China terá de tomar algumas decisões políticas a respeito da opção entre produzir e importar milho e soja. [Nossas] projeções pressupõem que essas políticas vão perseguir um aumento da produção de milho, permitindo que as importações de soja cresçam livremente”, avalia o USDA.

Se as indicações estiverem corretas, a China será responsável por mais de 65% das importações mundiais de soja em 2021/22, ante cerca de 56% na safra passada. Ou seja, o comércio mundial de soja será, cada vez mais, um jogo entre a China e o Brasil.

Em contrapartida, o Brasil deverá ter uma participação tímida no aumento do comércio global de milho nos próximos anos.

Até 2021/22, as exportações globais do grão deverão saltar 45%, de 90,5 milhões para 131,3 milhões. Os Estados Unidos deverão responder por 36,7% desse aumento, acompanhados pelo grupo dos países pertencentes à ex-União Soviética – sobretudo a Ucrânia – (29,9%) e a Argentina (18,8%). Segundo o USDA, o Brasil deverá participar com apenas 11,5% da expansão. Suas exportações deverão aumentar 52,2%, de 9 milhões para 13,7 milhões de toneladas- apenas o suficiente para manter a atual fatia de mercado, de aproximadamente 10%.

O USDA projetou, ainda, que os preços agrícolas internacionais deverão se manter acima dos patamares pré-2006, quando começaram a subir de maneira mais acentuada até atingir máximas históricas. Segundo o órgão, o aumento da demanda por grãos, oleaginosas e carnes nos países em desenvolvimento, a contínua depreciação do dólar, os altos custos com energia e o aumento na produção de biocombustíveis deverão sustentar os preços em patamares elevados.

As restrições ao aumento da oferta também contribuem para a manutenção dos preços em níveis elevados. “A produção agrícola cresce em resposta aos preços altos e à melhora tecnológica, mas uma série de fatores devem reduzir o ritmo de crescimento da produção. Muitos países têm limitações para expandir a área de plantio, e o aumento ocorre em terras menos produtivas. Além disso, o ritmo de crescimento da produtividade média vem caindo ao longo das últimas duas décadas, em parte por causa da redução dos recursos para pesquisa e desenvolvimento”, pondera o órgão americano.

O USDA chama a atenção, ainda, para o crescimento da África e do Oriente Médio no comércio global de alimentos. De acordo com o órgão, esta é a região onde o consumo de aves e carnes vermelhas deverá registrar o crescimento mais expressivo. “Até o fim do período analisado, os países da África e do Oriente Médio devem responder por metade das importações de aves e 22% das importações de carne bovina”. A região deverá responder ainda por 48% do aumento nas importações globais de trigo, 48% nas de arroz e 39% nas de óleo de soja.

O órgão afirma que exportadores agrícolas tradicionais, como Argentina, Austrália, Canadá, União Europeia e Estados Unidos, continuarão a ter um papel importante no comércio global de alimentos, mas deverão perder cada vez mais espaço para países que fizeram investimentos pesados no setor, como Brasil, Ucrânia e Cazaquistão.

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