Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Começa ‘mercado climático’ para grãos

Preocupação com o clima frio e chuvoso impulsionou preços do milho e do trigo na sexta-feira.

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Começa ‘mercado climático’ para grãos

Com o início do plantio da nova safra de grãos nos Estados Unidos, não apenas os produtores rurais, mas também os especuladores começam a olhar para o céu – e para os boletins meteorológicos – antes de tomar decisões e fazer suas apostas.

Todos os anos, o mês de abril marca o início do que traders chamam de “mercado climático”, o período em que os preços internacionais de soja, milho e trigo ficam particularmente sensíveis ao tempo no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies americanas.

Na sexta-feira, os preços do trigo no mercado futuro de Chicago subiram, em média, 2,1%, impulsionados pelo medo de que geadas nas Planícies danifiquem as lavouras de inverno e comprometam a oferta. Os contratos de milho para setembro (mês que marca o início da nova safra) subiram 1,6% diante da especulação de que a persistência do clima frio e chuvoso no Meio-Oeste pode inviabilizar o plantio do grão em algumas áreas.

“Estamos apenas no início do plantio, mas esse pequeno atraso já começa a colocar pressão. O mercado trabalha com as notícias que tem”, afirma Stefan Tomkiw, analista de commodities da corretora Jefferies Bache, em Nova York.

A especulação em torno do clima deve ser particularmente intensa nesta temporada, depois que a pior seca dos últimos 50 anos nos Estados Unidos devastou a colheita e as apostas em uma safra recorde em 2012. “Todo analista no universo está prevendo uma grande produção e preços em queda nos próximos meses. Como descobrimos no ano passado, ainda cabe à natureza decidir. Em um instante todas essas previsões baixistas podem evaporar”, afirmou Shawn Hackett, presidente da Hackett Financial Advisors em relatório distribuído na quinta-feira. Ele lembra que os meteorologistas preveem um verão quente e seco nos Estados Unidos.

Outra questão é que, com os estoques americanos em níveis historicamente baixos após as fracas colheitas de 2012, a margem para perdas neste ano é pequena. No caso da soja, o “prêmio” oferecido pelos compradores nos terminais da Louisiana é um dos maiores já registrados para esta época do ano – e, mesmo assim, insuficiente para convencer os produtores a vender o produto remanescente da última safra. Na sexta-feira, os contratos de soja para entrega em julho fecharam em alta de 0,85%.

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