Uma das alternativas seria a falta da prática da chamada “área de refúgio”.
Especialistas buscam explicações para ineficácia do milho Bt
Especialistas de diversos órgãos buscam uma explicação para os problemas registrados ultimamente com a aparente ineficácia do milho BT contra as pragas (principalmente lagartas). Uma das alternativas seria a falta da prática da chamada “área de refúgio”. Outra hipótese é de que o desempenho da tecnologia também pode ser comprometido devido à diferença entre fabricantes e as condições de estresse enfrentadas pela planta ao longo da safra.
“Sementes transgênicas diferentes, expressando diferentes proteínas Bt, têm níveis de eficiência variados para a mesma espécie de inseto-praga, ou seja, a eficiência varia entre os vários Bts que temos disponíveis no mercado”, afirma a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, unidade Milho e Sorgo), Simone Martins Mendes.
Opinião semelhante tem o chefe do Centro de Pesquisas da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Minas Gerais), unidade Triângulo e Alto Paranaíba, José Mauro Valente Paes: “As empresas investem constantemente na melhoria das sementes, mas é importante que o produtor siga as orientações dos fabricantes e busque se informar de qual praga acomete a cultura, qual a tecnologia Bt vai melhor atender e qual deve ser o tamanho da área de refúgio. Esses cuidados evitam a perda da tecnologia e do investimento feito pelo produtor”.
Leia também no Agrimídia:
- •Avicultura brasileira se despede de Dico Carneiro, fundador da Cialne
- •Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril
- •Resíduos da suinocultura viram fertilizante e ajudam a sustentar a produtividade da soja
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura























